Sepultura Endurance

Ficha técnica

  • Nome: Sepultura Endurance
  • Nome Original: Sepultura Endurance
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 100 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Otavio Juliano
  • Elenco:

Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Durante seis anos, o documentarista Otavio Juliano acompanhou o Sepultura, em turnês e apresentações. O filme resgata a trajetória da banda brasileira por meio de depoimentos e imagens de arquivo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

02/06/2017

Num dos momentos de tensão e melancolia durante uma turnê, quando um colega de banda está chateado e com saudades da família, o músico Andreas Kisser diz ao baterista Jean Dolabella: “Fazer show na hora em que quer é pra poucos: Metalica, U2...”. Isso consola o amigo, mas não resolve o problema, é claro. Mas também rende um dos melhores momentos do documentário Sepultura Endurance, de Otavio Juliano. É em cenas como essa que o longa é mais revelador, ao resgatar a trajetória da banda brasileira de heavy metal, uma das mais importantes do mundo.
 
Durante seis anos o documentarista acompanhou os músicos por turnês. Dessa forma, captou não apenas apresentações no palco, mas pequenos momentos significativos, como esse vivido em um ônibus na estrada. Não muito depois disso, o baterista mineiro deixou a banda. Em seu lugar entrou Eloy Casagrande.
 
Sepultura Endurance tem como uma espécie de mestre de cerimonias o paulista Andreas Kisser, atualmente o integrante que está há mais tempo no grupo, do qual participa desde 1987. Por meio de seu depoimento, o filme revisita toda a trajetória do grupo, recorre a imagens de arquivo, depoimentos de integrantes e ex-integrantes, amigos e celebridades do mundo do metal – como Lars Ulrich (do Metalica), Corey Taylor (do Slipknot), Phil Anselmo (do Pantera/Down), entre outros. Todos são unanimes em destacar a importância da banda brasileira.
 
Para convencer os fãs disso, Juliano não tem muito trabalho, afinal eles já sabem e concordam. A questão do filme é convencer quem mal conhece o Sepultura. E para isso, o documentário reconstrói o percurso da banda, com as entradas e saídas de integrantes e shows pelo Brasil até ganhar o mundo. Tudo costurado pelo depoimento de Kisser – e a sorte do filme é que além de bom músico ele é extremamente carismático e ótimo contador de história, que é o que dá cadência à narrativa.
 
Uma das buscas do filme está em encontrar a brasilidade – um dos elementos mais diferenciais da banda – do Sepultura. Dessa forma, o sucesso de um grupo de heavy metal brasileiro no cenário mundial – e esse sucesso não é pequeno – é uma vitória contra a hegemonia norte-americana do gênero. Somam-se a isso elementos tipicamente brasileiros que Kisser & Cia colocaram em suas músicas. Um dos entrevistados refere-se a elas como algo xamânico, tribal. Imagens de uma visita a uma tribo Xavante, em meados dos anos 1990, mostram que a comparação não é gratuita. “Foi fora do Brasil que a gente começou a perceber como o país é único, e começamos a trazer elementos nacionais, como instrumentos de percussão típicos daqui”, explica Kisser.
 
A grande baixa do filme, no entanto, é a ausência dos irmãos Max e Igor Cavalera, fundadores originais do Sepultura, mas que saíram da banda, respectivamente, em 1996 e 2006. Conforme explicam letreiros, no documentário, a dupla não quis participar do longa e o que sobra é apenas um lado da história, especialmente sobre o rompimento deles. Entre altos e baixos da banda, recuperação de lembranças e nostalgias, Sepultura Endurance pode, ao fim, ser um filme que prega para convertidos. Mas é certo que esses convertidos sairão felizes do culto.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança