Degradê

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

No meio da Faixa de Gaza, um grupo de mulheres tenta viver um dia normal, apesar dos conflitos políticos. Elas são duas cabeleireiras e suas clientes, esperando atendimento. Elas conversam e suas diferenças aparecem. Lá fora, o clima começa a ficar intranquilo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

19/05/2017

A comédia dramática Degradê é o tipo de filme que tem mais importância por existir do que por suas qualidades cinematográficas. Escrito e dirigido pelos gêmeos Arab e Tarzan Nasser, o filme acompanha um dia num salão de beleza na Faixa de Gaza, onde, aliás, os diretores nasceram, e não há um cinema há cerca de 30 anos. O longa foi rodado num cenário na Jordânia.
 
Dentro do estabelecimento, um grupo de clientes e profissionais – todas mulheres – conversam enquanto seus cabelos são cortados, coloridos ou as unhas feitas, ou esperam para serem atendidas. Do lado de fora, há uma certa agitação, mas elas parecem estar acostumadas.
 
Embora suscite comparações com o libanês Caramelo – também num salão de beleza, esse em Beirute –, Degradê sobrevive de suas boas intenções e pelo inusitado de mostrar um salão de beleza num cenário desolado pela guerra. Suas personagens são um pouco estereotipadas demais para despertar maior interesse.
 
Uma delas é interpretada por Hiam Abbas – atriz de filmes como Munique e O Casamento de May –, que está tendo problemas com sua cabeleireira (Maisa Abd Elhadi), mais interessada em conversar com o namorado guerrilheiro que está do outro lado da rua com um leãozinho de estimação do que cuidar da cliente. A dona do salão (Victoria Balitska) é uma russa casada com um palestino e diz às clientes que seu país não é muito melhor do que ali.
 
Também sendo atendida está uma noiva (Dina Shebar), que se prepara para seu matrimônio, enquanto outras mulheres esperam sua vez sentadas num sofá - entre elas, uma mulher grávida (Samira Al Aseer) cuja bolsa irá inevitavelmente estourar no clímax do filme. Enquanto esperam, as clientes conversam sobre questões pessoais, fofocam, reclamam do comportamento de algumas pessoas e discutem sobre como lidar com a guerra – uma das saídas é estocar comida em casa.
 
A claustrofobia cresce a cada cena – com a queda da energia, a necessidade de fechar as portas – e o filme não consegue evitar as armadilhas que ele mesmo coloca para si e transpor sua aparência de teatro filmado. Rodando em falso, insistentemente nas mesmas questões, sem que as personagens sejam capazes de crescer como tal e transpor o molde excessivamente estereotipado em que foram concebidas.

Alysson Oliveira


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