Uma dama de óculos escuros com uma arma no carro

Uma dama de óculos escuros com uma arma no carro

Ficha técnica

  • Nome: Uma dama de óculos escuros com uma arma no carro
  • Nome Original: La dame dans l'auto avec des lunettes et un fusil
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Drama, Suspense
  • Duração: 93 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Joann Sfar
  • Elenco: Freya Mavor, Benjamin Biolay, Elio Germano

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Locais de filmagem


Sinopse

Dany é secretária de Michel e vai levá-lo com a mulher de carro ao aeroporto. Ao invés de devolver o carrão, resolve ir para a praia. Uma série de pessoas estranhas entram em seu caminho e uma trama policial se arma.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

04/05/2017

Dirigido pelo francês Joann Sfar (Gainsbourg – o homem que amava as mulheres), Uma dama de óculos escuros com uma arma no carro, tem toda a cara de um filme dos anos 1960/1970 – no pior sentido. Começando pelo nome interminável, depois pela paleta de cores, andamento da ação, a mistura confusa de gêneros, tudo soa a um filme irremediavelmente datado, apesar do esforço da protagonista, a bela escocesa Freya Mavor. Coitada, tanto esforço à toa.
 
Adaptando romance de 1966 de Sébastien Japrisot (o mesmo de Verão Assassino, que rendeu o ótimo filme de 1983 de Jean Becker), os roteiristas Gilles Marchand e Patrick Godeau delineiam as loucas e nada engraçadas aventuras da secretária Dany Dorémus (Freya). A moça trabalha para Michel Caravaille (Benjamin Briolay), que um belo dia a requisita para datilografar – sim, o filme é bem pré-computador – um enorme relatório na véspera de uma viagem. Para isso, ela terá que dormir na casa dele e todas as providências estão tomadas.
 
Soa esquisito e é mesmo. Qualquer moça razoavelmente sensata desconfiaria de alguma coisa, mas não a nossa protagonista, que tem um parafuso a menos  mas não descobriu a psicanálise, como não ignoram seu chefe e a mulher dele, que seria amiga dela, Anita (Stacey Martin). Depois desse pernoite, em que a ingênua se delicia com os confortos da bela mansão do casal, a moça é praticamente forçada a levar o chefe e a mulher ao aeroporto (mas, vem cá, naquele tempo já existia táxi, né?). Tudo para ela ficar com o tal carro, que é um carrão, diga-se de passagem, um legítimo Ford Thunderbird.
 
Mesmo com um carro tão ostensivo e fora do comum, a moça resolve desobedecer ao acordo de devolver imediatamente o carro à mansão do chefe depois de deixá-lo no aeroporto, resolvendo ir para a praia, em Cannes. Aventura simples para quem, como ela, apenas quer conhecer o mar – um mote que o filme leva à exaustão, sem o menor talento para isso.
 
O romance já teve três adaptações antes e sabe-se lá por que Sfar resolveu aventurar-se mais uma vez num material antigo que pode ter o seu charme retrô, mas requer um tratamento original que ele, certamente, não é capaz de dar. A nostalgia do tempo das minissaias (uma novidade em 1966) e das máquinas de escrever poderia funcionar numa chave de humor ou fantasia, numa ambiguidade bem-sustentada de gêneros, como o policial, que se infiltra decididamente lá pelo meio da narrativa, com a participação do italiano Elio Germano – fazendo (surpresa!) o papel de mais um italiano latin lover. Quanta imaginação.
 
No fundo, pode ser que Sfar quisesse mesmo dar uma de Guy Ritchie, mas ele não tem adrenalina para compor as histórias aceleradas do diretor inglês, gostemos delas ou não. Resultado: um filme para esquecer, que objetifica o corpo belíssimo de Freya de uma maneira quase cafajeste (que preguiça!!!). 

Neusa Barbosa


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