Sobre viagens e amores

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País


Sinopse

Recebendo a indenização de um acidente de carro, o jovem Marco decide ir aos EUA. Mas acaba tendo de dividir a viagem com Maria, uma colega de escola de quem não gosta. Os dois se hospedam na casa de amigos de um amigo, que são o casal gay Matt e Paul. Brotam a amizade e também uma vaga atração entre eles, durante os dias de um verão inesquecível.


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Crítica Cineweb

02/05/2017

Diretor italiano que se deu bem em Hollywood – com parcerias com Will Smith, como À procura da felicidade e Sete vidas -, Gabriele Muccino volta a fazer uma ponte entre Itália e EUA no que se pretende um retrato de geração e descoberta da vida adulta em Sobre viagens e amores.
 
Filmado entre Roma, San Francisco, Nova Orleans e Cuba, o filme enche os olhos de belas paisagens em deslocamentos de um grupo de personagens jovens num verão que se afigura inesquecível. Mas isso eles só vão descobrir depois, como todo mundo.
 
O início da história é em Roma, onde Marco (Brando Pacitto) fica retido em pleno verão, depois de ter sido atropelado em sua Vespa. Todos os seus amigos partiram nas últimas férias antes da universidade, que dá início à vida adulta, em tese. Mas a desgraça tem sua vantagem – Marco recebe uma bolada como compensação do acidente e decide conhecer os EUA.
 
Através de um amigo que foi estudar naquele país, Marco consegue uma hospedagem grátis na bela San Francisco. Mas, por essas confusões do destino que atravessam filmes como este, ele tem que compartilhar a viagem e também a hospedagem com uma colega de escola certinha, que não é nem sua amiga, Maria (Matilda Anna Ingrid Lutz).
 
Chegando em San Francisco, Marco e Maria são acolhidos por um simpático par gay, Matt (Taylor Frey) e Paul (Joseph Haro). E os dias se passam entre passeios pelos cenários mais lindos da cidade, cuja fama de liberalidade sexual também entra na história.
 
Desafiando a virgindade de ambos, Marco e Maria são colocados no mesmo quarto – Matt e Paul supunham que eram namorados. Mas de cara Maria coloca Marco para dormir no sofá da sala, onde ele tem como companhia o cachorro dos donos da casa.
 
Essa tensão de clichê de comédia romântica entre Marco e Maria envereda por um outro caminho quando começa a ficar claro que os dois sentem atração não só um pelo outro como pelos anfitriões – e, ao que tudo indica, estes não lhes são indiferentes. A partir daí, o filme caminha numa linha fina. Não esboça nenhuma tentativa de recair num drama de ciúmes, numa ópera ou novelão. O tom é leve, de vivências de verão, entre quatro pessoas jovens, bonitas, que gostam da companhia uns dos outros.
 
Numa época de retorno a tanto conservadorismo, não deixa de ser positivo que um filme se arrisque a ao menos a abrir algumas janelas, arranhar algumas fronteiras sobre comportamento. Mas não vai longe. Muccino parece não ter pretendido mais do que fazer um filme agradável, genérico, com o mínimo de conflito. Nada com o fôlego de um Os sonhadores, de Bernardo Bertolucci, por exemplo.

Neusa Barbosa


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