Reset - o novo balé da Ópera de Paris

Ficha técnica

  • Nome: Reset - o novo balé da Ópera de Paris
  • Nome Original: Reset
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 110 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Thierry Demaizière, Alban Teurlai
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Bailarino e coreógrafo renomado, radicado nos EUA, o francês Benjamin Millepied volta à França para assumir o posto de diretor de dança da companhia de balé da Ópera de Paris. Encarregado de criar uma nova coreografia, ele encontra desafios artísticos e também burocráticos na companhia estatal.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/04/2017

Só os muito interessados nos bastidores da criação de um balé podem ter real interesse no documentário Reset – O novo balé da Ópera de Paris. Basicamente, o filme documenta a chegada do novo diretor de dança, o bailarino francês Benjamin Millepied, diretamente de Nova York, onde era radicado, para assumir o posto de diretor de dança da Ópera de Paris e criar a coreografia da nova temporada.
 
Não foi uma escolha óbvia, nem tradicional, apesar de suas notórias credenciais para o posto – afinal, Millepied foi integrante do New York City Ballet, coreógrafo residente do Baryshnikov Arts Center de Nova York, diretor artístico do Mark Morris Dance Center de Nova York e também criador da própria companhia, um coletivo de coreógrafos, a L.A. Dance Project, em Los Angeles, além de coreógrafo e consultor do filme Cisne Negro, em que conheceu sua mulher, a atriz Natalie Portman. Aparentemente, a Ópera de Paris, mais antiga companhia de balé do mundo, queria sangue novo e uma abordagem mais ousada. Isso ela teve com Millepied.
 
Com acesso aparentemente irrestrito desde os ensaios da nova coreografia – Clear, Loud, Bright, Forward -, os diretores Alban Teurlai e Thierry Demaizière acompanham diversas etapas da criação, como a escolha de bailarinos e a criação de movimentos, embalados pela música do compositor Nico Muhly. E aí começa um problema. Trata-se de um processo exaustivo e repetitivo, desgastante até para quem participa dele – para os espectadores, não raro, torna-se maçante, por mais que se goste de balé. Há um problema de timing, de duração, que os diretores parecem não ter avaliado devidamente.
 
Outros incidentes internos, do novo diretor de dança com a administração da Ópera, também se tornam um tanto quanto desinteressantes, pelo mesmo motivo. Tudo isso poderia ter sido ventilado de maneira mais rápida, até porque não se desenha, de fato, uma verdadeira crise ao longo do documentário, o que poderia ser instigante. Mas não. No final, o filme parece um longo esforço de relações públicas, um material egocêntrico de seu sem dúvida talentoso protagonista.

Neusa Barbosa


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