Memória em Verde e Rosa

Ficha técnica

  • Nome: Memória em Verde e Rosa
  • Nome Original: Memória em Verde e Rosa
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 80 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Pedro von Krüger
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Documentário revisita a história e os principais personagens da história da Estação Primeira de Mangueira, uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

03/04/2017

Memória em verde e rosa, de Pedro Von Krüger, como o nome anuncia, é um mergulho na história da Estação Primeira de Mangueira, a famosa escola de samba do morro carioca. E o faz tendo como guia o cantor e compositor Tantinho, prata da casa, entrevistando “feras” como Nelson Sargento, Hélio Turco, Waldir Marcelino, Carlinhos do Pandeiro, a baiana Suluca e o lendário mestre-sala Delegado, campeão de inúmeros carnavais.
 
Mais do que uma sucessão de ótimas conversas com gente que tem muito o que contar, o filme recorre a preciosas imagens de arquivo: como de Cartola, lembrando seu tempo do “bloco de sujo” Arengueiro, quando ele ainda era moço e aprontava muito com seu amigo e compositor Carlos Cachaça; Geraldo Pereira cantando Escurinha e Nelson Cavaquinho ao lado de Elizeth Cardoso; além de trechos do filme Partido Alto, de Leon Hirszman, trazendo imagens de Candeia e do próprio Tantinho.
 
Aproveitando a presença desta fina galeria ligada à escola, desenrola-se não só essa longa e nobre história como capítulos do próprio desenvolvimento do samba brasileiro – como quando se lembra que o samba se disfarçava nos terreiros de macumba porque, antigamente, se se fizesse roda de samba todo mundo ia preso.
 
Também se lembra que não foi pequena a participação das pastoras, que levavam o samba dos compositores nos lábios em suas andanças pelas ruas da favela e personagens como dona Neuma (1922-2000), filha do primeiro presidente da Mangueira, cujo telefone ficava na janela para a comunidade usar, além de alimentar e alfabetizar crianças de passagem.
 
Ao lado de tantas celebrações de uma escola que se orgulha de seu batuque afinado, de toque peculiar, e de ter sido a primeira a ter enredo, também se abre espaço para algumas reflexões mais céticas – como a que envolve os riscos de descaracterização, por conta de uma progressiva interferência de elites do asfalto e do poder do dinheiro no funcionamento da escola. Aquele tipo de compositor nascido no morro, como os bambas do filme, é, assim, cada vez mais uma figura de um passado em risco de extinção.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 16/04/2017 - 10h05 - Por Gedida Correia Alves Viva Mangueira! A escola de samba com a cara do Brasil!Viva Chico Buarque e Beth Carvalho pelo apoio e incentivo!
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