Todas as manhãs do mundo

Ficha técnica

  • Nome: Todas as manhãs do mundo
  • Nome Original: Todas as manhãs do mundo
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 84 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Lawrence Wahba
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Nos quatro cantos do mundo, animais e espécies vegetais convivem em harmonia, embora seja dura a luta pela sobrevivência. O documentário viaja pelas regiões da Baja Califórnia, o Ártico, a savana africana, o Pantanal mato-grossense e os recifes submarinos da Indonésia.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

29/03/2017

O documentário Todas as manhãs do mundo, de Lawrence Wahba, procura fazer, literalmente, com que a natureza fale com seu público. Não só alinha imagens belíssimas dos quatro cantos do mundo – deserto da Baja California, o Pantanal brasileiro, as florestas frias do Canadá, savanas africanas e recifes marinhos da Indonésia – como coloca vozes no Sol (Ailton Graça) e na Água (Letícia Sabatella).
 
Esta antropomorfização dos dois elementos que governam o desabrochar da natureza e seus ciclos intermitentes funciona especialmente para o público infantil. Certamente, foi pensando nisso que o recurso foi introduzido. Para outros públicos, no entanto, essa conversa constante da dupla poderá ser um pouco incômoda.
 
Compensa de sobra a beleza das imagens e a complexidade das relações que elas são capazes de comunicar em torno do equilíbrio das forças da natureza, em que a violência da cadeia alimentar nunca é gratuita – aliás, as cenas de caça não são especialmente gráficas. Dessa forma, pode-se avaliar os desafios dos salmões em sua jornada rio acima para reproduzir-se, ainda que, no final, vários deles terminem morrendo de exaustão ou servindo de refeição a ursos, que os aguardam pacientemente. E também valorizar as mútuas qualidades de leões e búfalos, que medem forças na savana da Zâmbia, ainda que algum dos últimos termine sendo capturado pelos primeiros. Ou os duelos de jacarés, aves e onças pintadas no Pantanal.
 
Nem só dessas lutas vive o filme, que contempla muito o simples cotidiano de macacos, aves e seres marinhos por seus habitats. É sobretudo um filme de admiração por essa notável natureza do planeta, ameaçada por seus habitantes supostamente racionais.

Neusa Barbosa


Trailer


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