Fragmentado

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Kevin é um jovem perturbado pelo Transtorno Dissociativo de Identidade - tem nada menos de 23 personalidades que se alternam. Um dia, sequestra três garotas, levando-as para um esconderijo. Sua psiquiatra percebe que algo está saindo do controle e tenta descobrir o que está acontecendo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

15/03/2017

O ator escocês James McAvoy deixa de lado as aventuras futuristas de X-Men para entrar na pele de muitos personagens num só, ou seja, as 23 personalidades de Kevin Wendell Crumb, o perturbado protagonista de Fragmentado, novo suspense de M. Night Shyamalan.
 
Partindo de uma extensa pesquisa com psiquiatras, Shyamalan (A Visita) escreveu um roteiro em torno do Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), mal que atinge Kevin. A rigor, Kevin é a personalidade que não vemos, pois quem está em evidência é geralmente uma entre uma meia dúzia delas que o filme dará oportunidade que conheçamos um pouco mais.
 
Na primeira sequência, é o ultracontrolador Dennis quem está no comando, atacando um pai (Neal Huff) que iria conduzir num carro para casa a própria filha, Claire (Haley Lu Richardson) e as amigas Marcia (Jessica Sula) e Casey (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa). Usando um spray paralisante, ele sequestra as meninas, trancando-as num porão que será um dos cenários claustrofóbicos do filme.
 
Paralelamente, conta-se a história de uma garota de 5 anos (Izzie Coffey), que acompanha o pai (Sebastian Arceles) e um tio (Brad William Henke) em caçadas. Aos poucos, essa trama fará sentido e conectará com o eixo principal.
 
Como em seus filmes anteriores, Shyamalan é um mestre na criação de climas tensos a partir de detalhes e referências cinematográficas: ausência de janelas, fechaduras, chaves, troca de roupas. É assim que ele joga o jogo para fisgar seu espectador para sentir medo, empatia, piedade pelo que se desenrola na tela.
 
Um trunfo especial um ator do quilate de James McAvoy para dar credibilidade a cada uma de suas múltiplas versões: o menino Hedwig, a fanática Patricia, o fissurado em moda Barry, o obcecado por controle, ordem e limpeza Dennis. Em geral, é como Barry que ele deixa seu esconderijo e visita sua psiquiatra, Karen Fletcher (Betty Buckley), que está notando sinais de uma grande inquietação em seu paciente, mas não consegue levá-lo a se abrir. Ele também joga um jogo com ela e ela não tem muitas opções a não ser deixar que ele manifeste seus sinais para tentar interpretá-los.
 
No cativeiro, as meninas convivem com as múltiplas personalidades de seu captor, tentando ganhar tempo e encontrar uma saída. Quem parece mais preparada para lidar com a anormalidade da situação é Casey, que oculta uma situação familiar anormal.
 
Shyamalan alterna gêneros, como o drama psicológico e momentos de puro terror – até com um toque sobrenatural, que é a sua marca – para criar um filme de entretenimento, que vem tendo boas bilheterias. As referências cinematográficas passam por uma sua habitual ponta, como fazia o bom e velho Alfred Hitchcock em seus filmes, e também pela ambição de criar um vilão louco memorável, em alguns momentos semelhante a Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes.
 
Fora isso, o final – que não será mencionado aqui – remete a um de seus filmes de maior sucesso no passado. Quem o viu, não terá como não lembrar.

Neusa Barbosa


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