Uma Vida em Sete Dias

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Crítica Cineweb

20/03/2003

Pessoas famosas são, de certa forma, um tanto decepcionantes longe das maquiagens do estrelato. Pelo menos é o que tenta provar o diretor Stephen Herek (Rock Star e 101 Dálmatas) em seu novo filme Uma Vida em Sete Dias.

Nele, Lanie Kerrigan (interpretada pela estonteante Angeline Jolie, com os cabelos tingidos de loiro) sente-se realizada por ter chegado a repórter de TV e manter um excelente relacionamento com um astro do esporte. Além disso, deixou para trás uma infância repleta de problemas emocionais e aspira à vaga de apresentadora de um dos mais importantes telejornais do país. Vida glamourosa, recheada de fama e fortuna.

No entanto, quando um vidente lhe diz que ela irá morrer em uma semana, seu mundo desaba. Passa a perceber que nada em seu cotidiano tem sentido e que precisa humanizar sua vida. Em uma analogia jornalística simples, terá de "editar" a própria essência e, assim, ter paz em seus últimos dias. Nesse devaneio sem fim, volta a falar com a irmã, se apaixona por seu operador de câmera e ainda arruma tempo para trabalhar embriagada - dando um show particular em frente às câmeras.

Sob esse foco, Herek devota suas energias à tentativa de mostrar aos espectadores que não se deve acreditar em tudo que se vê na tela. Tanto acerta, que mesmo as pessoas menos críticas, não vão acreditar que pagaram para ver seu filme. Em um amontoado de clichês, a produção usa a beleza de Jolie como uma muleta. Para onde quer que o filme vá, o sorriso da bela atriz está sempre à frente. Afinal, a performance dos demais atores também não coopera.

Mesmo assim, o filme possui qualidades que não o deixam descambar para a tolice total. Os diálogos são o maior exemplo disso. Sobram piadas engenhosas que se ancoram na malícia e no sarcasmo inteligente, que dá um certo humor inglês aos persongens.

Outro destaque é a participação mais do que especial da atriz Stockard Channing, que ficou conhecida por seu papel de garota problema em Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978). Interpretando uma repórter de luxo (Deborah Connors), que leva todos os seus entrevistados às lagrimas, protagoniza com Angelina Jolie uma das cenas mais hilárias do filme. Tão hilária quanto um trecho de uma entrevista que Connors supostamente fez com George W. Bush. Entre lágrimas Bush diz: "Não sei porque fiz isso". Piada certa, em momento oportuno. Dá até para dizer que o filme é engajado.

Cineweb-21/3/2003

Rodrigo Zavala


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