Imprevistos de uma noite em Paris

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Sinopse

Luigi é diretor de um teatro enfrentando uma série de problemas na noite anterior à estreia de sua nova produção. Primeiro deve conseguir dinheiro para pagar os ténicos e atores, e, depois, encontrar um macaco que possa ser colocado em cena no palco.


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Crítica Cineweb

15/03/2017

Luigi (Édouard Baer), personagem central de Imprevistos de uma noite em Paris, é diretor de um teatro e está prestes a estrear uma peça que não está pronta. Na verdade, está bem longe de poder ser mostrada para o público, e os problemas despencam em sua cabeça. Assim como Chris (Christophe Meynet), um ator vestido de macaco que fica no palco numa gaiola suspensa. Quando o intérprete cai e se machuca, fica impedido de continuar no ensaio – o que obriga o protagonista do filme a, finalmente, arrumar um símio de verdade, conforme havia prometido ao diretor da montagem.
 
Mas com que dinheiro, se as contas estão todas atrasadas? E como lidar com o diretor japonês (Yoshi Oida), que nem queria estar na França, não fala francês e só se comunica por meio de sua assistente brava (Kaori Ito)? E o que fazer com os atores e técnicos que estão sem receber? Ele não pode delegar tudo à sua assistente, Nawel (Audrey Tautou). Com a ajuda de uma estagiária, Faeza (Sabrina Ouazani) – estudante de Ciência Política, que arrumou um emprego no bar do teatro –, Luigi sai numa jornada pelas ruas de Paris em busca de resolver os problemas – entre eles, conseguir um macaco de verdade para atuar na peça.
 
A partir disso, Imprevistos de uma noite em Paris transforma-se numa comédia de erros e acertos, de busca noite adentro para resolução dos problemas, que acabam criando novos problemas para Luigi e sua estagiária. O ensaio parado, por sua vez, espera a volta do diretor do teatro com soluções e um macaco para a peça prosseguir.
 
Quando ele encontra o animal, sai pelas ruas de Paris, com o macaco de mãos dadas com ele e sua estagiária. É uma cena nonsense, que vai ao encontro de todo o tom de humor do filme, escrito e dirigido pelo próprio Baer – com a autoria do roteiro dividida com Benoît Graffin (Uma doce mentira).
 
Aos poucos, o filme se abre, torna-se sobre a trupe artística e seus dilemas profissionais, financeiros e pessoais. Aqui, Baer (uma figura bastante conhecida no cinema e televisão na França, mas pouco famosa fora de seu país) alinha-se a obras do gênero, como A Morte do Bookmaker Chinês, de John Cassavetes, e Turnê, de Mathieu Amalric.
 
Apesar de guardar para si o personagem central e as melhores tiradas do filme, Baer distribui aos colegas coadjuvantes bons momentos para que brilhem em cena – especialmente Audrey e Sabrina, como as personagens femininas de maior destaque aqui. O ambiente lúdico e o tom da comédia, no entanto, não evitam que o filme e o personagem central tomem seu rumo melancólico e mais realista. 

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 27/03/2017 - 00h01 - Por Susanna Horrível ! Não é engraçado um homem sair humilhando empregados, tratando as mulheres como objetos, destratando animais, as filhas, o afilhado, o bebê de uma funcionária que ele ficou de cuidar e jogou na mão de qualquer um,quase abusar de uma menor etc. O roteiro não tem o menor sentido e parece ser feito de improviso.
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