Jonas e o circo sem lona

Ficha técnica

  • Nome: Jonas e o circo sem lona
  • Nome Original: Jonas e o circo sem lona
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 73 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Paula Gomes
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Jonas tem 13 anos e adora circo. É filho de artistas circenses mas sua mãe deixou essa vida, vindo morar com a avó do menino para que ele possa estudar. Jonas gostaria de ir morar com um tio, dono de um circo, mas a mãe não deixa. Enquanto isso, ele improvisa atividades circenses com seus vizinhos, no quintal de sua casa, na periferia de Salvador.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/03/2017

Uma das primeiras imagens do documentário Jonas e o Circo Sem Lona são de formigas, que, ao seu modo, simbolizam o trabalho de formiguinha de Jonas (na época com apenas 13 anos), mantendo um circo que ele mesmo improvisou no quintal de sua casa, na periferia de Salvador.
 
Exibido em diversos festivais, entre eles o É Tudo Verdade, do ano passado, o documentário de Paula Gomes acompanha o garoto no cotidiano do seu circo, e, por meio desse registro, faz o retrato de uma infância num Brasil em constante transformação – nem sempre para melhor.
 
O Circo Tropical, no quintal de Dona Neide, já viajou, segundo Jonas, por todo o Brasil, Estados Unidos e Europa. Nessa fantasia infanto-juvenil, o protagonista do documentário tenta simbolicamente resgatar o passado de sua família, que foi de circo, e, com ajuda de seus amigos, cria o seu próprio universo circense. “E esse circo? É só pra brincar nas férias ou pra vida toda?”, pergunta a diretora. “Eu acho que é pra vida toda. Eu acho...”, responde o garoto.
 
O circo ganha maiores proporções na vida do garoto – a escola, em contrapartida, começa a perder espaço na vida dele, para desespero da mãe, mais preocupada com uma educação formal. Apenas a avó, que guarda fotos de quando trabalhava no circo, de onde sente saudades, incentiva Jonas no seu sonho.
 
A certa altura, porém, Jonas e o Circo Sem Lona torna-se uma meditação sobre a forma documental. Paula constrói uma relação de proximidade com Jonas – como não se deixar seduzir pelo seu carisma e paixão pelo circo? – que dita, talvez sem que ela perceba, caminhos para o filme, que se torna ainda mais interessante. Essa parceria, no entanto, começa até a influenciar nos estudos do garoto, nem sempre para o bem.
 
O cuidado nas imagens – o universo lúdico em contraste com a periferia de Salvador criam composições bem interessantes – e o interesse da diretora pelo que há de mais humano no sonho e aspirações de Jonas elevam o filme a um patamar acima do mero registro de um processo de amadurecimento. Ao mesmo tempo, é um retrato de um país em busca de um passado promissor e mais alegre, diante das adversidades do presente. Dessa forma, o final, simbolicamente poderoso, é promissor, embora numa nota melancólica, de que o futuro a Jonas pertence.

Alysson Oliveira


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