Estopô Balaio

Ficha técnica

  • Nome: Estopô Balaio
  • Nome Original: Estopô Balaio
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 78 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Cristiano Burlan
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Em 2010, o Jardim Romano, na periferia de São Paulo, enfrentou uma das maiores enchentes de sua história. Um grupo de moradores criou um coletivo cultural, e, a partir dele, discute problemas sociais da região e busca mudanças.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/03/2017

Chamar Estopô Balaio de documentário de empenho social parece dar uma aura pesada e um quê de retrógrado ao interessante filme de Cristiano Burlan. Talvez por isso é melhor dizer que é um filme sobre uma questão social e todo o seu entorno, causas e consequências. O cenário é o Jardim Romano – extremo leste da cidade de São Paulo, cortado pelo rio Tietê – que sofre com as enchentes. Em 2010, a região ficou submersa por três meses.
 
O longa começa com imagens de uma emissora de televisão sobre o fato, mas logo depois se concentra na tentativa de uma mãe com suas filhas pequenas enfrentando a água para entrar em sua casa alagada. O social e o pessoal dialogam e se confundem ao longo do filme de maneira orgânica, o que dá uma dimensão do mundo em que vivemos.
 
Por meio dessa personagem, conhecemos o coletivo Estopô Balaio, um grupo de moradores da região, no qual seus participantes contam suas próprias experiências, por meio de peças de teatro, saraus e outras intervenções artísticas. Emergem então histórias sobre enchentes, sobre a vida na periferia, os dramas e sonhos pessoais dessas pessaos. O filme capta isso de forma eficiente, dando voz aos excluídos e potencializando suas narrativas.
 
O roteiro – assinado por Ana Carolina Marinho (que faz parte do coletivo), Marcelo Paes Nunes e Burlan – e a montagem (Burlan e Paes Nunes) criam um diálogo orgânico entre o entorno social (e todos seus problemas) e os participantes do grupo, investigando como um lado interage e transforma o outro. O que o filme capta é algo raro: um movimento acontecendo, uma dinâmica de interação e mudança. Burlan – que tem em seu currículo o premiado documentário Mataram meu irmão, entre outros – se firma como um investigador de processos sociais (e aqui também cultural) e troca entre esses e a vida das pessoas.

Alysson Oliveira


Trailer


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