Um homem chamado Ove

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Sinopse

Ove é um ferroviário forçado a aposentar-se pela empresa e cuja vida perdeu o sentido depois da morte de sua mulher, Sonja. Ele é o maior implicante no condomínio onde mora, brigando com todos pelos menores detalhes. Secretamente, planeja formas de suicidar-se. No entanto, uma família muda-se para uma casa perto e ele inicia uma inusitada amizade com a iraniana Parveneh, a mãe da família, que está grávida pela terceira vez.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

09/02/2017

Indicado a dois Oscar – filme estrangeiro e maquiagem/penteado -, a produção sueca Um homem chamado Ove, de Hannes Holm, flerta diretamente com o coração do público, buscando fazê-lo descobrir o que há por trás da carranca de um empedernido viúvo (Rolf Lassgard).
 
Obcecado tanto pelo próprio suicídio, para juntar-se à mulher, Sonja (Ida Engvoll), quanto pela ordem impecável de tudo no condomínio onde vive, Ove transformou-se num homem de emoções reprimidas. Vive como que escondido por dentro de uma implacável armadura, o próprio mau humor. Seus momentos de fragilidade são, inevitavelmente, quando visita a mulher no cemitério, desabafando suas pequenas contrariedades do dia a dia com o preço das flores, os vizinhos que deixam portões abertos ou bicicletas largadas nas ruas do conjunto onde mora. Ou seja, Ove, que recentemente foi forçado à aposentadoria, não tem mais nada emocionante para fazer.
 
Seguindo o manual de filmes deste tipo, apresenta-se no condomínio uma nova vizinha, que se encarrega de quebrar o gelo deste coração. A imigrante iraniana Parveneh (Bahar Pars) chega com marido e filhos a tiracolo e ainda espera mais um. O barrigão não a impede de resolver tomar aulas de direção com o rabugento Ove, que aos poucos começa a fazer parte da intimidade da família recém-chegada.
 
Baseado em romance de Fredrik Backman, com roteiro do próprio diretor, o filme abusa dos flashbacks, mostrando o jovem Ove (Filip Berg) e seu passado como ferroviário, seguindo os passos do pai (Stefan Godicke). Há um esforço excessivo, nestes momentos, em tudo explicar, não deixando de fora nenhum detalhe que justifique porque Ove se tornou este ser espinhoso. Não precisava. A interpretação empenhada do ator Rolf Lassgard daria perfeitamente conta disso.
 
De todo modo, a narrativa se nutre da inusitada amizade entre Ove e Parveneh, que de quebra dá um toque sutil sobre as possibilidades de trocas entre culturas diferentes, normalizando na tela as relações entre cristãos e muçulmanos de uma forma delicada. Há bons momentos de humor, mas emoção para o público não irá faltar, entre nascimentos, mortes, chegadas e partidas.

Neusa Barbosa


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