O ídolo

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País


Sinopse

Baseado em uma história real, o filme refaz a trajetória do cantor Mohammed Assaf, que mobilizou toda a Palestina com a sua participação no Arab Idol, a versão integrada do reality show para os países árabes.


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Crítica Cineweb

24/01/2017

Em termos de Oscar estrangeiro, em que competiu a uma indicação como representante da Palestina, O Ídolo tenta seguir o caminho dos outros longas do diretor Hany Habu-Assad, Paradise Now (2005) e Omar (2013), que chegaram à lista final de indicados na Academia, depois de serem premiados em vários festivais. Sem entrar no mesmo território de questionamento moral dentro do intrincado conflito palestino-israelense, como fizera nos trabalhos anteriores, a maior ousadia do cineasta neste projeto foi filmar no conturbada Faixa de Gaza, onde teve de pedir autorização dos militares israelenses, da Autoridade Palestina e do Hamas.

Baseado em uma história real, o filme refaz a trajetória de um dos refugiados que vivem nesta zona de guerra incessante: o cantor Mohammed Assaf, que mobilizou toda a Palestina com a sua participação no Arab Idol, a versão integrada do reality show para os países árabes. Com um primeiro ato dedicado à infância do rapaz, quando montou uma banda com sua irmã e os amigos para cantar em casamentos, destacam-se os atores mirins, como Qais Atallah, interpretando Mohammed quando criança, e a também irmã Hiba Atallah, na pele de Nour. Já adulto, hesitando entre o sonho na música ou conformar-se com sua rotina de taxista, Assaf é vivido por Tawfeek Barhom, de Os Árabes também Dançam (2014).

Romantizando a história do intérprete – a personagem Nour concentra os seis irmãos reais dele, por exemplo – em cima de clichês de filmes do gênero, a produção tem carisma suficiente para agradar ao público, pois traça um caminho interessante com seu protagonista até sua chegada ao programa. No entanto, logo após um plano-sequência no qual a steadycam acompanha Mohammed pelos bastidores do estúdio até o palco, o longa perde sua força, apressando a trama e recorrendo a montagens pobres de apresentações do ator. Ainda assim, a obra de Habu-Assad tem seus momentos mais fortes quando põe a voz do cantor ecoando sobre imagens dos destroços e ruínas de Gaza, transformando-a no lamento de todo um povo. 

Nayara Reynaud


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