Assassin's Creed

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Sinopse

Assassino condenado à morte, Cal Lynch é resgatado pela empresa Abstergo. Lá, pretendem submetê-lo a uma nova tecnologia, Animus, capaz de levá-lo a resgatar suas memórias genéticas - que levam ao seu ancestral espanho do século 15, Aguilar, da Irmandade dos Assassinos, que teria escondido a procurada Maçã do Éden, buscada desde então pelos Templários.


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Crítica Cineweb

05/01/2017

Fontes de inspiração tão tentadoras quanto os quadrinhos de super-heróis, os games acabam de fornecer material para mais uma adaptação cinematográfica, Assassin’s Creed. Com um orçamento generoso – estimado em pelo menos US$ 130 milhões -, muitos efeitos especiais e um elenco recheado de astros internacionais, o filme, no entanto, patinou nas bilheterias norte-americanas, não chegando aos US$ 50 milhões em três semanas, além das críticas, em geral, demolidoras.
 
E pensar que era tão promissora a retomada da parceria entre o diretor australiano Justin Kurzel e os astros Michael Fassbender e Marion Cotillard, que estiveram juntos no elogiado Macbeth (15), selecionado para a competição principal em Cannes naquele ano. Além de Fassbender, que é co-produtor de Assassin’s Creed, estão no elenco Jeremy Irons, Charlotte Rampling, Brendan Gleeson, Ariane Labed, entre outros.
 
De todo modo, sempre foi arriscado levar para a tela um game como esse, lançado em 2007, em que os personagens se deslocam por vários períodos históricos. No filme, alternam-se apenas dois tempos – a época atual e 1492, na Espanha da Inquisição.
 
Nos dias de hoje, Cal Lynch (Fassbender) é um criminoso encarando sua execução. Mas, misteriosamente, ao invés de morrer, ele é entregue à companhia Abstergo, conduzida por Alan Rikkin (Jeremy Irons) e sua filha, a cientista Sofia (Marion Cotillard) – que pertencem à Ordem dos Templários, uma das sociedades fundamentais a esta história.
Através de um sofisticado dispositivo, o Animus, torna-se possível acessar o que se chama aqui de “memórias genéticas”, ou seja, lembranças acumuladas por diversas gerações. Estas memórias de Lynch, no caso, interessam aos Rikkin porque ele seria o descendente direto de Aguilar de Nerha, integrante da Irmandade dos Assassinos, grupo opositor aos Templários que, através dos séculos, disputa a posse de um precioso artefato: a Maçã do Éden, que representa a primeira desobediência humana, segundo a Bíblia, e seria a chave do controle do livre-arbítrio de toda a espécie.
 
Um tanto contra a vontade, Cal é submetido ao Animus, vivendo virtualmente as peripécias de Aguilar no século 15 – e aí estão as sequências visualmente mais interessantes do filme, retratando as correrias do Assassino, ao lado de parceiros como Maria (Ariane Labed), literalmente pelas paredes e telhados de palácios e igrejas da Espanha. Aguilar seria o homem responsável pelo sumiço da Maçã, depois de tê-la arrebatado a Torquemada (Javier Gutiérrez), que por sua vez a conquistara do sultão Mohamed 12 (Khalid Abdalla).
 
Em torno desta trama, o filme tenta colocar uma discussão sobre controle da violência – que é, na verdade, o objetivo da cientista Sofia. Mas o esforço não vai muito longe. Os personagens do filme não ultrapassam uma certa opacidade, tornando a aventura mais morna do que se poderia esperar. E os efeitos, igualmente, não são nada demais, independentemente de se assistir ao filme na versão 3D ou não. Voar pelos telhados, aliás, nem é novidade – e os guerreiros de O Tigre e o Dragão (2000) já o fizeram de forma mais elegante. 

Neusa Barbosa


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