Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood

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Sinopse

Quando o Grande Circo Sumatra está prestes a falir, um de seus empregados, Didi, tem um sonho: se fizerem um espetáculo com os artistas fantasiados de animais, poderão conseguir o dinheiro para recuperar o circo.


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Crítica Cineweb

04/01/2017

Um novo filme dos Trapalhões – protagonizado pela dupla sobrevivente do quarteto, Renato Aragão e Dedé Santa – a quem se destina? Será que crianças do século XXI, que cresceram com as animações sagazes dos últimos anos, terão paciência para essa história que parece perdida no tempo? Talvez o filme Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood se sustente pelo fator nostalgia e tenha como público-alvo exatamente a geração de pais, que, quando pequenos, assistiam ao grupo na televisão e cinema. Trata-se de uma espécie de releitura do filme de 1981, mais do que uma atualização ou continuação da trama original – que, aliás, ignora totalmente.
 
O cenário e ponto de partida são mais ou menos os mesmos: um circo à beira da falência, que conta com a ajuda de dois funcionários, Didi Mocó (Aragão) e Dedé (Santana), além da filha do dono, Karina (Letícia Colin), para evitar que se transforme no palanque de campanha e arena de leilão do prefeito corrupto da cidade (Nelson Freitas). A ausência de animais no circo, para evitar maus-tratos, serve como explicação pelo fracasso de público.
 
A saída para o problema aparece para Didi num sonho. Para voltar a ter sucesso, é preciso fazer um espetáculo com os artistas circenses vestidos de animais. Karina, que acaba de voltar depois de cursar a faculdade de administração, promete ajudar com a contabilidade e o espetáculo, assim como o malabarista Frank (Emílio Dantas), que volta para reencontrar os amigos.
 
O único empecilho é Assis Satã (Marcos Frota), que assume a direção do Grande Circo Sumatra e está disposto a aliar-se ao prefeito, pois vê mais vantagem nisso do que manter a lona de pé.
 
Com roteiro de Mauro Lima (Meu nome não é Johnny) e direção de João Daniel Tikhomiroff (Besouro), Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood mantém a trilha sonora escrita por Chico Buarque – a partir da produção italiana original, assinada por Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, por sua vez, inspirada num conto dos irmãos Grimm – com a única diferença de novos arranjos para o filme.
 
Tentando capturar um público mais jovem, o filme traz como coadjuvantes Lívian Aragão e Rafael Vitti - no papel da sobrinha da cartomante do circo (Maria Clara Gueiros) e um acrobata –, ambos da novela Malhação, em personagens que não dizem muito a que vieram dentro da trama, a não ser cantar e dançar em alguns momentos. Já Dan Stulbach, por sua vez, faz aquela que é a melhor participação especial do filme, apresentando uma cerimônia do Oscar.
 
Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood é um filme repleto de boas intenções, mas quase nunca se encontra: é uma homenagem? é um remake? E, por fim, a ausência de Mussum e Zacarias – que são lembrados com uma imagem do longa original -  é sentida.   

Alysson Oliveira


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