Tamo junto

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Após se separar da namorada, Felipe pensa que irá curtir a vida. Mas, sem casa e sem emprego, contará apenas com um antigo amigo - um rapaz virgem que espera pela mulher ideal.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/11/2016

Em seu terceiro longa como diretor, Tamo Junto, Matheus Souza dá sequência a um retrato da juventude nascida nos anos de 1990, e que se recusa a crescer. Aqui, prossegue com as mesmas temáticas e “métodos de investigação” de Apenas o Fim (2008) e Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida (2012), o que faz o resultado carecer de algum frescor. Claro que existe uma ambição autoral de seguir na mesma linha, mas, mesmo com esse tipo de ânsia, é preciso se reinventar.
 
Como todos os personagens dos filmes do diretor, aqui eles sofrem com uma síndrome de Peter Pan, a recusa de crescer e encarar a vida adulta de frente. O protagonista é Felipe (Leandro Soares), rapaz formado em Comunicação Social, que parece nunca ter trabalhado, mora com quatro amigos e leva um fora da namorada (Fernanda Souza, numa atuação completamente deslocada dentro do filme).
 
Seus amigos o colocam para fora de casa, pois só o aturavam sem contribuir com o aluguel porque a namorada dele tinha amigas “pegáveis”. A solução inesperada é procurar Paulo Ricardo (interpretado pelo próprio Matheus Souza), seu amigo de adolescência, com quem não tem contato há anos, mas encontrou por acaso na sala de emergência de um hospital.
 
Já hospedado no apartamento de Paulo, descobre que o amigo é cheio de peculiaridades – como usar o mesmo modelo de blusão da adolescência e ser virgem. Uma transformação começa no dia seguinte, e, numa balada, logo esbarra em Julia (Sophie Charlotte), amiga de colégio da dupla, que está prestes a se casar, mas é o amor secreto de Felipe desde aquela época.
 
Basta ter visto meia dúzia de comédias adolescentes ou românticas para saber para onde caminha o roteiro, também assinado pelo diretor. A questão aqui, realmente, não é a novidade, mas como ele trabalha referências estrangeiras do universo pop. A fórmula, como nos outros filmes, parece dialogar muito bem com seus contemporâneos, mas exclui boa parte das outras faixas etárias.
 
Há uma enorme honestidade no filme e carinho com os seus personagens, mesmo quando eles chegam a ser difíceis de aguentar em alguns momentos. Que ninguém, no entanto, deixe de ressaltar a coragem de Matheus em pegar para si a figura menos simpática de todo o longa. Mas também é de se ressaltar que o filme é repleto de boas intenções. Paulo Ricardo conhece  e se apaixona por uma garota (Alice Wegmann) e, quando ela pergunta se ele não se importa com o fato de já ter ficado com diversos garotos, a resposta dele é bonita e digna de um “textão de Facebook”: “Por que eu deveria me importar? O corpo é seu, você quem tem de decidir o que faz. E desde que você não esteja matando ou prejudicando alguém, não há mal nenhum”. Enfim, fofo – igual ao filme.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança