Toro

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Ficha técnica


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País


Sinopse

Carlão é ex-policial que, para lidar com seus fantasmas do passado, participa de uma espécie de clube da luta. Seu novo trabalho agora é como taxista.Mas quando colegas de profissão começam a ser assassinados, ele percebe que está correndo perigo. Segundo filme da Trilogia da Vida Real, que inclui "Insubordinados" e "Hector".


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

21/11/2016

Toro, segundo filme da Trilogia da Vida Real, de Edu Felistoque, começa com uma cena de luta. Nela, vemos o protagonista (Rodrigo Brassoloto) se atracando com o adversário. Pode ser uma espécie de Clube da Luta brasileiro, mas também comercial de algum perfume masculino, dada a limpeza estética da cena. O personagem mostra sua força.
 
Há outros momentos dignos de comerciais de televisão também – como quando uma personagem prepara uma tortilha (propaganda de panelas? azeite?), ou quando ela recebe o protagonista em sua casa: “Essa é minha casa. Essa sou eu. Sem disfarces”. Você já viu algo bem parecido numa propaganda de celular.
 
Depois, o encontramos novamente trabalhando como taxista e vendo na televisão uma reportagem sobre assassinatos de profissionais da categoria. Uma narração em off dá conta do passado, seguido de um flashback sobre quando era policial – seguindo os clichês do gênero: abuso de poder, tortura etc. Tudo muito rápido e fazendo pouco sentido – talvez porque seja derivado da série de TV Bipolar e nela a trama aconteça de forma mais orgânica.
 
Enquanto nada efetivamente acontece – ou seja por culpa da música onipresente que tenta criar uma tensão –, os primeiros 20 minutos do filme parecem o trailer de algo que está por vir e nunca chega. É um resumo da série ou o filme de verdade? Descobrimos depois que Toro, cujo nome é Carlão, está contando sua história para uma jornalista (Naruna Costa), mas, na sequência, vem um novo flashback de quando eles se conheceram e de como ele começou a contar sua história para ela.
 
Ela, por sua vez, investiga os assassinatos de taxistas e conta que o criminoso deixa pistas, uma espécie de código, como se quisesse ser rastreado. "Na mão de cada vítima ele deixa um bilhete”, conta a jornalista, que pede ao protagonista uma entrevista. Será que finalmente o filme vai começar?
 
Brassoloto é um bom ator, mas há limitações de roteiro e personagem que não cabem a ele – como o fraco texto da narração, com frases do tipo “Eu preciso por pra fora aquilo que me atormenta. E isso só consigo na porrada”. Corta para uma cena de Clube da Luta, com figurantes mal dirigidos, e dá-lhe porrada coreografada, ao som de uma música incessante que tenta conferir seriedade, melancolia e suspense – tudo ao mesmo tempo, sem, no fundo, dizer qualquer coisa. Tal qual Toro.

Alysson Oliveira


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