Mundos opostos

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Na Grécia atual, abalada pelo desemprego e o afluxo de refugiados, desenrolam-se três complicadas histórias de amor: um refugiado sírio e uma universitária cujo pai tornou-se um ultra-xenófobo; um executivo e uma estrangeira que veio recomendar demissões em sua empresa; e uma dona de casa madura e um professor alemão.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

16/11/2016

Histórias corais são sempre um perigo – especialmente, por querer empacotar muitos temas à força e comprometer o fluxo dramático. É isso o que acontece na produção grega Mundos Opostos, em que o diretor/roteirista/ator Christopher Papakaliatis tenta montar um mosaico quase completo das aflições de seu combalido país na atualidade – não sem lembrar que o amor é importante.
 
Justiça seja feita – há diversos temas relevantes, caso da devastação causada pela crise econômica no pequeno país europeu, berço da civilização ocidental (leia-se, da democracia, da filosofia, do teatro e do esporte olímpico), com desemprego, marginalização, suicídios em alta e ascensão de grupos violentos de extrema direita contra o afluxo de refugiados. Outro aspecto a observar é a qualidade da maior parte do elenco internacional, com diversos rostos gregos pouco frequentadores de nossas telas, ao lado da escultural húngara Andrea Osvárt e do premiado norte-americano J.K. Simmons, vencedor do Oscar de coadjuvante em 2015 como o professor tirânico de Whiplash.
 
Dado esse desconto, Mundos Opostos perde pontos na costura forçada de três núcleos narrativos – a aproximação de um arruinado comerciante (Minas Hatzisavvas) com o extremismo xenófobo, ao mesmo tempo que sua filha universitária (Niki Vakali) se apaixona por um refugiado sírio (Tawfeek Barhom); o improvável romance entre um executivo em crise (o próprio Christopher Papakaliatis) e a executiva estrangeira (Andrea Osvárt) que veio fazer o downsizing da empresa em que ele trabalha; e a ligação platônica entre a madura dona de casa Maria (Maria Kavoyianni) e um professor alemão (J.K. Simmons), que sempre se encontram perto de um supermercado.
 
Em todas as histórias, há pessoas de uma mesma família, sacudindo-se sua estrutura a partir de uma tragédia. Esse recurso dramático, aliado à insistência numa alusão ao mito de Eros e Psiquê, que parece querer elevar o conteúdo do filme, na verdade o banaliza, aproximando-o de um novelão.   

Neusa Barbosa


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança