Redemoinho

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Sinopse

Luzimar é homem pacato, que ficou em sua cidade natal e trabalha na tecelagem local. Seu amigo de infância, Gildo, que vive em S. Paulo há vários anos, volta para o Natal. Os dois saem, bebem e conversam. Mas em sua história há mais do que boas lembranças em comum.


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Crtica Cineweb

16/11/2016

Diretor tarimbado na televisão (como a recente série Justiça), o mineiro José Luiz Villamarin estreia em longas com o requintado drama Redemoinho, a partir de livro de Luiz Ruffato, roteirizado por George Moura e contando com um elenco admirável – e que ele conduz com notável precisão. O filme venceu dois prêmios no Festival do Rio 2016 – Especial do Júri e melhor ator para Júlio Andrade (que foi premiado ali também por outro papel, no drama Sob Pressão).
 
Ambientado o drama na mítica Cataguases (cenário do sonho cinematográfico de Humberto Mauro e também terra natal de Ruffato), desenrola-se o duelo entre dois velhos amigos, que se reencontram após muitos anos de distância: Luzimar (Irandhir Santos), o amigo que ficou na pequena cidade e tornou-se supervisor da tecelagem local; Gildo (Julio Andrade), que partiu para São Paulo e ganhou dinheiro, levando uma vida que em tudo parece oposta à do amigo que nunca deixou seu lugar.
 
O coração do filme é esta conversa entre os dois, entrecortada às vezes pelas participações de duas mulheres – a mãe de Gildo (Cássia Kiss Magro), a mulher de Luzimar, Toninha (Dira Paes) e a irmã dele (Cyria Coentro) e que desafiam, em interpretações de um poder sutil, a sua opacidade neste universo masculino feroz.
 
Irandhir e Julio mostram, mais uma vez, porque são dois dos melhores atores do cinema brasileiro atual, desdobrando as camadas de emoções represadas por décadas, que vão explodindo aos borbotões, à medida que a noite cai e que a cerveja solta as amarras.

Neusa Barbosa


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Comentrios:
  • 14/02/2017 - 01h06 - Por Gildo Araújo Bela mediação entre poesia e silêncio.
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