O amor de Catarina

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Sinopse

Rose é uma dona-de-casa infeliz no casamento e sem diálogo com a filha. Seu único consolo é uma telenovela, que acompanha diariamente. A partir disso, percebe que precisa mudar de vida.


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Crítica Cineweb

09/11/2016

Em seu segundo longa, a youtuber Kéfera Buchmann está bem distante da persona que a tornou famosa na internet e levou centenas de milhares ao cinema para ver sua comédia infanto-juvenil É Fada. Em O Amor de Catarina, a atriz é a Catarina do título, personagem de uma telenovela acompanhada com disciplina por Rose (Greice Barros) e sua vizinha Dolores (Ciliane Vendruscolo).
 
Dirigido por Gil Baroni – a partir de um roteiro assinado por ele e outros cinco profissionais –, o longa investe na relação entre realidade e ficção, e o que acontece quando as duas se embaralham, algo na veia de A Rosa Púrpura do Cairo e Enfermeira Betty, embora não se alcance o mesmo nível de cinismo e humor de nenhum dos dois.
 
Há pouco de cômico, e o resultado é um filme melancólico sobre as frustrações femininas. Rose já não se entende com o marido e está cada vez mais distante da filha adolescente, Sofia (Tiphany Schepanski). Seu consolo é a novela, assumidamente um dramalhão ao modo mexicano, com romance conturbado, interpretações ruins e maquiagem exagerada. Além disso, sua nostalgia é marcada por um comercial de televisão que fez quando criança, tornando-se conhecida como "a menina-enceradeira". Catarina, por sua vez, tem problemas dentro e fora das telas. A personagem casa-se com seu amado Gonzales (Maicon Santini), mas enfrenta as maldades da sogra. 
 
Há todo um cuidado técnico e estético em O Amor de Catarina. Existe uma clara preocupação em diferenciar a novela da “vida real”, onde estão Rose e os demais personagens. O uso de cores, enquadramentos e interpretações (naturais e outras mais artificiais) servem para acentuar essa diferenciação. Até uma abertura (com cenas românticas de filmes antigos) foi criada para o programa de televisão.
 
Pautado, no entanto, por uma certa ingenuidade o filme joga todo seu peso sobre a surrada ideia da relação entre realidade e ficção. Seus problemas de ritmo acabam por torná-lo cansativo e irregular. As intepretações de Greice e Ciliane, no entanto, são um alívio, tamanha a honestidade. Mas seus papéis são calcados demais em clichês para que elas possam alçar voos mais altos.

Alysson Oliveira


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