A luz entre oceanos

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Sinopse

Tom volta da I Guerra traumatizado com o horror que viveu. Aceita, portanto, um emprego como faroleiro, numa ilha isolada, na Austrália. Em suas viagens à cidade mais próxima no continente, conhece Isabel e casa-se com ela. A felicidade do casal é perturbada pela sua impossibilidade de ter filhos. Até o dia em que encalha na ilha um barco com um homem morto e um bebê precisando de cuidados.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

31/10/2016

Baseado no best-seller homônimo da autora australiana M. L. Stedman – que estourou logo em seu primeiro romance – e escalando o par mais badalado do mundo depois da separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, o alemão-irlandês Michael Fassbender e a sueca Alicia Vikander, A luz entre oceanos nasce calcado em boas premissas para ser o sucesso romântico da temporada.
 
Namorados na vida real durante as filmagens, Michael e Alicia dão vida na tela com naturalidade ao casal Tom e Isabel Sherbourne. Os dois se conhecem em 1919, quando Tom volta, traumatizado, da I Guerra Mundial e decide purgar suas dores e fantasmas interiores aceitando o posto de faroleiro numa remota e pequena ilha australiana, Janus Rock.
Ainda que o trabalho implique um quase total isolamento, este é rompido por breves visitas de Tom à cidade mais próxima, onde mora Isabel – que também perdeu seus dois irmãos na guerra. Afinidades como essa os aproximam e eles se casam, construindo na ilhota um pequeno reino cheio de felicidade, apesar do clima inóspito e da distância de outras pessoas.
 
O primeiro drama surge quando, grávida do primeiro filho, Isabel sofre um aborto. Algum tempo se passa até que os dois se disponham a uma nova tentativa de ter um bebê, mais uma vez interrompida tragicamente.
 
Um acaso coloca uma criança no seu caminho, quando chega à ilha um bote à deriva, carregando um homem morto e um bebê, este vivo e esfomeado. Descarregando nesta pequena órfã todo seu amor maternal represado, usando nela as roupas que comprara para o seu próprio filho, Isabel enxerga no incidente a solução para sua tragédia. E convence o relutante Tom a fazer parte de uma mentira, que implica em dizer que a menina é sua filha natural e fazendo-o enterrar na ilha o corpo do desconhecido, sem nada reportar.
 
Uma trágica virada os espera quando, tempos depois, descobrem que sua pequena Lucy é, na verdade, a filha perdida de Hannah Potts Roennfeldt (Rachel Weisz), cujo marido, um alemão, estava desaparecido, junto com seu bebê, Grace, ao fugir da investida de intolerantes – coisa que ocorria com certa frequência contra alemães após a I Guerra.
Consumido pela culpa e dividido na lealdade à mulher, Tom termina precipitando uma mudança nos destinos de todos, que oferece ao filme a oportunidade de construir uma densidade dramática mais consistente, no roteiro assinado pelo diretor norte-americano Derek Cianfrance.
 
Conhecido pelo romance disfuncional Namorados para Sempre (2010), Cianfrance está à vontade numa história em que o romantismo, mais extensivo aqui, é desafiado por seu contexto e escolhas éticas mais agudas. Tudo isso e mais as interpretações seguras do trio Fassbender-Vikander-Weisz sustentam o interesse num filme altamente atraente e bem-feito, que navega bem no desafio de não se tornar um mero mar de lágrimas.

Neusa Barbosa


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  • 03/11/2016 - 23h54 - Por Ana Novelão.
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