Romance à francesa

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Clément é um professor primário apaixonado por uma jovem atriz de sucesso. Por uma série de acidentes felizes, eles engatam um romance, até que uma garota sem juízo começa a persegui-lo, dizendo que o ama.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

09/10/2016

É incrível a quantidade de comédias contemporâneas que aspiram a ganhar um selo Woody Allen (às vezes, até o próprio cai nessa armadilha, mas isso é outro problema). O mais novo exemplar do gênero é Romance à Francesa, escrito, dirigido e protagonizado por Emmanuel Mouret (Um novo dueto). Ele é Clément Dussaut, professor de escola de crianças, platonicamente apaixonado por uma atriz, Alicia Bardery (Virginie Efira).
 
Numa das diversas apresentações da mesma peça de teatro de sua musa, conhece, na plateia, Caprice (Anaïs Demoustier), uma garota meio desajuizada que, inexplicavelmente, se apaixona por ele. Da mesma forma, sem muita explicação, a atriz também fica enamorada do protagonista, tanto que os dois engatam um romance.
 
Entre idas e vindas, Clément fica dividido entre Alicia e Caprice, que começa a mostra traços levemente doentios, perseguindo-o constantemente e impondo sua presença. O que acaba criando uma situação constrangedora, a ponto de abalar seu namoro com a atriz.
 
Pisando num terreno explorado à exaustão pelo cinema americano e de outras nacionalidades, Romance à Francesa é uma comédia romântica banal que, se fosse feita em Hollywood, seria mais uma entre outras tantas. Por ser falada em francês, parece ganhar uma falsa aura de charme ou superioridade.
 
Há também uma tentativa de humor – cenas envolvendo muletas e tipo pastelão – que nunca se materializa. Assim como é preciso um tanto de boa vontade para aceitar Mouret e seu personagem como uma espécie de Don Juan involuntário a quem nenhuma mulher parece resistir.
 
Por outro lado, a presença de Virginie Efira é marcante. Poucos meses atrás, ela apareceu nas telas brasileiras em Um Amor à Altura, no qual contracenava com um Jean Dujardin de altura foi digitalmente diminuída. Aqui, apesar do talento, ela não tem muito o que fazer com uma personagem rasa, mas, ainda assim, ela brilha. Para sua sorte (e nossa), em breve poderá ser vista em Elle, de Paul Verhoeven, previsto para estrear no Brasil ainda este ano. Naquele filme, pesar da participação pequena, ela não se intimida em dividir a cena com a veterana Isabelle Huppert, e o resultado é um embate de igual para igual.

Alysson Oliveira


Trailer


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