Lembranças de um amor eterno

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Sinopse

Professor de astronomia, Ed tem um caso com uma de suas alunas, Amy, apesar de ser casado e pai. Quando se descobre gravemente doente, ele cria um método para que Amy continue recebendo mensagens dele depois que ele morrer.


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Crítica Cineweb

19/09/2016

O premiado diretor italiano Giuseppe Tornatore (Cinema Paradiso) investe novamente no melodrama, sua zona de conforto, para compor a história de um romance impossível e permeado pela morte em Lembranças de um amor eterno – um título que ninguém pode acusar de não ser claro o bastante.
 
Um professor de astronomia, Ed Phoerum (Jeremy Irons), e uma de suas alunas, Amy Ryan (Olga Kurylenko), vivem um caso extraconjugal (ele é casado). A paixão é drasticamente interrompida pela morte dele, devastando a moça, que divide seus estudos astronômicos com a aparentemente incompatível atividade de dublê em filmes de ação (!). Talvez a explicação esteja no desafio às leis da física que seu arriscado trabalho implica.
 
Vitimado por uma doença lenta e fatal, Ed teve, no entanto, tempo de preparar uma série de vídeos, que vão sendo entregues a Amy em datas especiais, junto com presentes. Estas mensagens alimentam um ritual que constitui, para a jovem, um verdadeiro prolongamento da relação, idealizada por ela.
 
Não é uma ideia original – o drama romântico norte-americano P.S. Eu Te Amo (2007), adaptando livro de Cecilia Ahern, baseava-se exatamente num mecanismo semelhante de correspondência post-mortem de um marido (Gerard Butler) para sua mulher (Hilary Swank). E, como naquele filme, este aqui depende demais do envolvimento emocional de seu público com o carisma de seus atores, de quem se pede dons excepcionais para manter a história em funcionamento, já que um dos dois integrantes do par romântico não está mais disponível.
 
Girado entre a Escócia, a Inglaterra e a Itália (com direito a passagens por Trento, Bolzano e ao idílico lago d’Orta, no Piemonte), o filme se dedica a encher os olhos do público com esse tipo de beleza, além da plástica da escultural Olga Kurylenko, ex-Bond Girl em 007 – Quantum of Solace (2008).
 
Espectadores com um fiozinho de apego à lógica – além dos chatos críticos de cinema -, que resistam um pouco a sucumbir inteiramente a tantos chamarizes não podem, no entanto, deixar de ressentir-se de uma nota psicológica um tanto madrasta neste roteiro assinado também por Tornatore. Afinal, pode-se muito bem ler esse pacote de mensagens post-mortem do charmoso professor (interpretado com o talento de sempre pelo confiável Jeremy Irons) como uma cruel chantagem emocional destinada a prender a jovem Amy numa armadilha – quando o que um amante genuinamente generoso deveria fazer era estimulá-la a seguir sua vida sem ele (que era o espírito das cartas do personagem masculino em P.S. Eu Te Amo).

Neusa Barbosa


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