Os senhores da guerra

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País


Sinopse

No início do século XX, dois jovens da elite gaúcha se veem em lados opostos numa guerra civil. Julio é chimango e legalista, e acaba eleito prefeito de sua cidade. Seu irmão Carlos é maragato e revolucionário.


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Crítica Cineweb

08/09/2016

Os Senhores da Guerra é uma típica produção épica gaúcha que vez ou outra atravessa as divisas estaduais num pós-Festival de Gramado (no caso, o do ano passado), e estreia em outras regiões. Escrito e dirigido por Tabajara Ruas – a partir de romance homônimo de José Antônio Severo – o longa aspira a uma grandiosidade desde o início, com sua grandiloquência, câmera lenta, narração redundante e afins.
 
“Eu sempre acreditei no ideal positivista como a religião da humanidade”, diz o protagonista ainda no início do longa, Julio Bolzano (Rafael Cardoso). Com toques de filosofia e política, tudo meio perdido – logo depois dessa fala, outros personagens discutem sobre o que seria ser um palhaço positivista –, o longa custa a decolar e mostrar que seu tema é a disputa entre Julio e seu irmão, Carlos (André Arteche), cada um de um lado do espectro político, depois da revolução de 1923, que separa o estado entre chimangos e maragatos, ou seja, governistas e revolucionários. Julio, que se elege prefeito, é chimango, enquanto Carlos, maragato.
 
Com apuro formal exagerado e olho para os detalhes na direção de arte, figurino e fotografia, Os Senhores da Guerra traz atores que parecem desconfortáveis declamando - é essa a palavra, um texto que não lhes pertence, que parece tirado do rodapé de livros de História do ensino médio, permeado por um melodrama de dois irmãos rivais, cujos ideais representam cada lado da guerra civil que aconteceu no estado entre 1923 e 1924.
 
“Tu sabes que podemos nos encontrar no campo de batalha”, diz Julio a certa altura ao irmão. “Então vamos deixar nas mãos de Deus”, responde o outro. “Eu sou ateu. Eu acredito na ditadura científica, no positivismo”, replica o primeiro. Não é preciso ser vidente ou acreditar na ditadura científica para saber qual será o destino dos irmãos, se não esse “profetizado” por Julio. Mas são quase duas horas de música incessante, narração reiterativa, falas pomposas e carregadas no sotaque até que isso aconteça, ao som de uma música que repete o refrão “São dois irmãos, mesmo sangue, pela guerra divididos”. Haja chimarrão!

Alysson Oliveira


Trailer


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