O bebê de Bridget Jones

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Sinopse

Tempos depois de romper seu relacionamento com Mark, Bridget Jones conhece um americano encantador. E também tem um episódio de recaída com o ex. Aí se descobre grávida e não sabe qual dos dois é o pai.


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Crítica Cineweb

07/09/2016

Bridget Jones está de volta, depois de 12 anos de ausência, para novamente dividir-se entre seus dilemas amorosos, no terceiro longa sobre a famosa personagem inglesa criada por Helen Fielding em colunas de jornais e popularizada em três livros bestsellers. Só que agora as suas dúvidas se estendem também à paternidade da criança da qual está grávida e que dá título ao filme de Sharon Maguire: O Bebê de Bridget Jones.
 
O público não deve esperar reencontrá-la como a viu da última vez, feliz por, finalmente, se tornar noiva de Mark Darcy no final de Bridget Jones: No Limite da Razão (2004), e sim como a conheceu na telona: na pele de Renée Zellweger, de pijamas em um pequeno apartamento, se lamuriando ao som de All By Myself. Nem por isso a audiência precisa temer uma simples repetição de O Diário de Bridget Jones (2001), pois há novidades na trajetória da jornalista, agora com 43 anos.
 
O advogado especializado em Direito Internacional, Mark Darcy (Colin Firth), volta a sua vida, após cinco anos do fim da relação deles. Mas o playboy Daniel Clever (Hugh Grant) não está mais presente e a justificativa para isso rende uma sequência engraçada e funcional para a narrativa. No seu lugar na disputa pelo coração da protagonista, entra o empresário Jack Qwant (Patrick Dempsey), que ela encontra em um festival de música. Bastam uma noite com o desconhecido norte-americano e uma recaída com o ex inglês para Bridget engravidar, sem saber quem é o pai do bebê.
 
O roteiro da própria autora Helen Fielding – pela primeira vez sem adaptar uma trama diretamente de um de seus livros –, que contou desta vez com a colaboração de Dan Mazer e Emma Thompson (também atuando como uma espirituosa obstetra), mantém um ótimo ritmo cômico aliado à história romântica. Se boa parte das piadas funciona, ressente-se a repetição das gags relativas às clientes de Darcy que são mais cansativas do que ofensivas; na realidade, só revelam a contradição no discurso, como é simbólico no momento em que a protagonista é carregada no colo ao lado de um cartaz de protesto com os dizeres “Nós não precisamos de homens”. Por isso, ao mesmo tempo em que busca se atualizar, o script transmite esse desconforto com os novos tempos, tal como a mãe de Jones, não só nesta questão.
 
Gemma Jones e Jim Broadbent, velhos conhecidos do elenco, voltam encarnando os pais dela, sendo mais aproveitados do que o trio de amigos que aparece pontualmente. Quem os substitui muito bem na função é Sarah Solemani, como Miranda, a apresentadora do jornal que Jones produz e cuja amizade com ela transparece nos diálogos rápidos. Se para Dempsey a falta de desenvolvimento do personagem não o ajuda para que o eterno doutor "McDreamy" de Grey's Anatomy (2005-) tenha o mesmo apelo que já demonstrou em tantas comédias românticas, Firth tem a seu favor o conhecimento prévio de Mark, além de seu talento, para manter o charme e o temperamento de seu Mr. Darcy – inspirado no original de Orgulho e Preconceito, que o ator já viveu em uma série de 1995.
 
Zellweger pode ter perdido a expressividade facial tão evidente na Bridget de antes, mas continua com o timing apurado e conectado à maturidade que sua personagem atingiu neste momento. Isso é visível também na direção de Sharon Maguire, que volta à função após estar à frente do primeiro capítulo da trilogia e não ser responsável pela sequência bem inferior: a necessidade de mostrá-la como uma pessoa atrapalhada ultrapassava limites ao representá-la como burra e pouco profissional, o que é sensivelmente reduzido neste terceiro longa. Ainda que tenha faltado ousadia na escolha de um dos três finais filmados, a produção tem como principal mérito recuperar o espírito da personagem para os fãs, que deverão ficar até o fim dos créditos para ver uma foto especial, e o talento de Renée, relegado nos últimos anos.

Nayara Reynaud


Trailer


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