O que fazemos nas sombras

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Quarteto de vampiros de épocas distintas convive no mesmo espaço, na Nova Zelândia dos dias de hpje: o dândi Viago, o tirano Vladislav, o bad boy Deacon e o experiente “Nosferatu” Petyr. Se a convivência dos quatro sob o mesmo teto já era tumultuada, a chegada de um novo vampiro e seu amigo humano leva-os a um choque de realidade com o século 21.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/08/2016

 “Eu sou o cara principal do Crepúsculo”. É assim, comparando-se com o protagonista do romance juvenil e gritando o nome da saga de sucesso, que um vampiro novato anuncia aos quatro ventos a sua nova condição no mockumentary neozelandês O Que Fazemos nas Sombras (2014). O falso documentário, que “registra” a rotina de um grupo de vampiros vivendo, nos dias atuais, em uma mesma casa em Wellington, capital do país, é uma sátira bem-vinda a um subgênero que parece desgastado por tantos filmes, séries e franquias abordando a temática.
 
O trabalho é mais um fruto da parceria de Taika Waititi, diretor de Boy (2010) e, graças a este último trabalho, do futuro Thor 3: Ragnarok, a ser lançado no próximo ano, e Jemaine Clement, que atuou no filme dele, Loucos por Nada (2007), e fez a voz do vilão da animação Rio e no recente O Bom Gigante Amigo (2016). Se, em 2005, a dupla já havia feito um curta com vampiros sendo entrevistados por uma equipe de televisão, eles exploram ainda mais a linguagem documental neste longa, mas mantendo o tom de reality show e parte dos personagens originais ao apresentar este “quarteto de sangue”: o dândi Viago (o próprio Waititi), o tirano Vladislav (Clement), o bad boy Deacon (Jonathan Brugh) e o experiente “Nosferatu” Petyr (Ben Fransham).
 
Se a convivência dos quatro, originários de épocas tão diferentes, sob o mesmo teto já é motivo para muita DR entre eles, a chegada de um novo vampiro (Cori Gonzalez-Macuer) e seu amigo humano (Stu Rutherford) leva-os a um choque de realidade com o século XXI, que conduz a narrativa. Sem almejar muito ou ter medo de cair no filme B trash, o filme mostra esse olhar sobre a lenda vampiresca na modernidade, brincando diretamente com clichês clássicos, como o da figura sexy atribuída a eles, e bem recentes, a exemplo da rivalidade com o bando de lobisomens vista em Crepúsculo. Até zumbis aparecem brevemente nas profundezas na noite neozelandesa, mas é a engraçada dinâmica entre Deacon e uma humana (Jackie van Beek) que faz todas as tarefas mundanas para eles em busca de sua imortalidade, que desponta como melhor trama paralela aos depoimentos e dramas dos colegas de apartamento.
 
Nessas entrelinhas, escondem-se certa mensagem das dificuldades de convivência com as diferenças e a necessidade de respeito ao outro, muito pertinente a uma obra da Nova Zelândia, realizada por cineastas de origem maori. Tal como a eficiência dos efeitos especiais que permanece escondida dentro da estrutura documental, a crítica está camuflada sob as piadas desta ótima comédia, que tem mesmo como primeira intenção fazer o espectador se acabar de rir com situações inusitadamente hilárias, como a de um vampiro vomitando sangue ao som de El Condor Pasa.

Nayara Reynaud


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança