Lolo - O filho da minha namorada

Ficha técnica


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Sinopse

Violette é uma mulher moderna e (supostamente) independente, até que arruma um novo namorado. Aí seu filho, que já é um jovem mas é super-infantil, faz de tudo para destruir essa relação.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/08/2016

Em seu oitavo trabalho como diretora, a francesa Julie Delpy mostra que amadureceu bem – não apenas fisicamente, mas também como artista. Lolo: O Filho da Minha Namorada é uma comédia leve, engraçada e que faz um comentário bastante pertinente sobre os adultos (especialmente do sexo masculino) infantilizados que parecem estar por todos os lados.
 
Julie – que tem no currículo a cultuada trilogia que começou com “Antes do Amanhecer” (1995) – funciona aqui como corroteirista (com Eugénie Grandval), diretora e protagonista. Ela é Violette, que trabalha na indústria da moda, com pouco tempo para si mesma – mas sempre tem tempo para seu filho Lolo (Vincent Lacoste), apelido para Eloi.
 
O filme começa com Violette de férias em Biarritz, onde conhece Jean-René (Danny Boon), e logo surge um clima entre os dois, que passam um tempo juntos. Atuando na área de informática, ele está de mudança para Paris. Assim, eles pretendem manter o relacionamento na capital. Porém, quando ela chega em casa se depara com seu filho, que se separou da namorada e vai passar um tempo no apartamento da mãe.
 
O apelido de Lolo, não por acaso, remente a Lolita – personagem do romance de Vladimir Nabokov. Um dos cartazes do filme também traz o personagem imitando a protagonista do famoso filme de Stanley Kubrick, interpretada em 1962 por Sue Lyon, com direito a óculos vermelhos e pirulito na boca, com pose sensual. A diferença, porém, é que Jean-René não se apaixona pelo enteado, mas é vítima de seu comportamento egocêntrico e mesquinho.
 
Em público, Lolo, que é aspirante a artista plástico, banca o conquistador e destemido, com jaqueta de couro e tudo mais, mas em casa é extremamente dependente da mãe, a quem sufoca e manipula. Quando Jean-René começa a ganha espaço na vida de Violette, o rapaz declara guerra.
 
O foco é como a disputa entre os dois personagens masculinos simplesmente domina a vida de Violette – que também é incapaz de tomar as rédeas da situação. Há bastante humor no duelo entre os dois homens, mas alguns dos melhores momentos do filme simplesmente pertencem a Karin Viard, como a melhor amiga da protagonista, uma fotógrafa sem papas na língua e sem qualquer pudor quando quer curtir a vida. 

Alysson Oliveira


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