Quando as luzes se apagam

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Sinopse

Depois da violenta morte do pai, o jovem Martin percebe que há algo errado em sua casa. Sua mãe, Sophie, conversa com uma misteriosa Diana, que vive no escuro. Por isso, ele pede ajuda à meia-irmã Rebecca. Mal sabem eles que a tal Diana é um espírito vingativo que não os deixará viver em paz.


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Crítica Cineweb

10/08/2016

Conciso e assustador, o curta-metragem Lights Out do diretor e roteirista David F. Sandberg foi um sucesso em 2013. A premissa era simples: uma mulher, antes de dormir, apaga a luz do corredor de sua casa e se depara com o vulto de uma mulher. Sucessivamente, ela apaga e acende a luz, percebendo que a silhueta se aproxima toda vez que estão no escuro.

Sem diálogos, o filme de três minutos caiu nas graças do produtor, roteirista e diretor James Wan, responsável pelas franquias Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal. Foi o primeiro passo para que virasse um longa-metragem, Quando as Luzes se Apagam, assinado pelo mesmo Sandberg, autor do curta original.

Mas, diferentemente de produções recentes como Babadook e O Espelho, ambas baseadas em curtas de muito sucesso, o cineasta não tinha uma história para se apoiar, apenas uma boa cena de fantasma. E é neste ponto, quando explica a gênese do suposto fantasma, que o filme se complica.
 
No roteiro, o jovem Martin (Gabriel Bateman) acaba de perder o pai (Billy Burke), violentamente morto por uma criatura misteriosa enquanto trabalhava. A mesma presença vive em sua casa e, aparentemente, conversa com a mãe, Sophie (Maria Bello), que mostra sinais de demência.

O garoto tem apenas ajuda de sua meia-irmã, Rebecca (Teresa Palmer), que passa a investigar a criatura que vive no escuro. O que eles não sabem é que a tal presença é uma mulher chamada Diana, cujo passado está ligado ao de Sophie e que não vai deixar ninguém ficar entre as duas.

Embora Sandberg consiga trazer tensão ao filme, com algumas situações engenhosas, o que ele tem de original se esgota logo nas primeiras cenas. Sobram sustos e duvidosas motivações dos protagonistas, em especial sobre o passado de Rebecca e sua relação com Diana.

A falta de um enredo mais coerente torna a produção, embora tecnicamente bem realizada, pouco convincente para quem é fã de terror, que pode enxergar, aqui, referências aos japoneses O Chamado e O Grito. Com um professor como James Wan, Sandberg poderia ter feito muito mais com sua excelente ideia inicial. Mas ficou devendo.

Rodrigo Zavala


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