Viva a França!

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País


Sinopse

Em maio de 1940, a França sofre maciça invasão nazista. Fugindo das tropas alemãs, milhões de civis tomam as estradas, tentando atingir cidades no litoral. Entre eles, vão moradores de uma cidade do norte, liderados por seu prefeito, Paul, a professora Suzanne e o menino Max, que se perdeu do pai, Hans, um alemão antinazista.


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Crítica Cineweb

01/08/2016

Inspirado pelas memórias de sua mãe na II Guerra, o diretor francês Christian Carion reconstitui a dramática situação da França na invasão nazista de maio de 1940. Diante do rápido avanço dos alemães dentro de suas fronteiras, milhões de franceses pegaram poucos pertences e abandonaram suas casas, colocando-se em marcha para o oeste.
 
Preocupado em não ser maniqueísta, Carion – também corroteirista aqui – elege um alemão antinazista como um de seus protagonistas. Ele é Hans (August Diehl), que tem que escapar quando a SS chega a sua casa, carregando consigo o filho de 8 anos, Max (Joshio Marlon). Fugindo para a França, Hans e o menino fazem-se passar por belgas numa pequena cidade do norte do país. Mas, quando começa a guerra contra os alemães, o disfarce de Hans é exposto e ele é preso.
 
Justamente aí dá-se a fuga dos moradores da vila, comandada pelo prefeito Paul (Olivier Gourmet). Apesar dos protestos do menino, que insiste que seu pai voltará, Max é levado no comboio, ficando aos cuidados de sua professora, Suzanne (Alice Isaaz). O destino é Dieppe, na costa francesa, ainda a salvo dos alemães.
 
Constroi-se uma interessante narrativa em paralelo, com dois focos de ação. Um deles, a comitiva liderada pelo prefeito, integrada também por sua mulher, Mado (Mathilde Segnier), que se encarrega de manter-lhe o moral e ajudá-lo a coordenar um mínimo de vida comunitária nesse estado de acampamento permanente, sob tensão pelo medo de um iminente ataque nazista. O outro acompanha Hans, que finalmente consegue fugir da prisão e parte em busca desesperada atrás do filho – que inventa um engenhoso mecanismo de deixar recados para o pai pelo caminho.
 
Junta-se a Hans um capitão escocês, Percy (Matthew Rhys), cujo pelotão foi inteiramente dizimado. Numa situação em que qualquer estranho é suspeito, os dois formam uma aliança estratégica para continuar seu rumo e vivem aventuras curiosas, como quando encontram um camponês obcecado por não abandonar seus vinhos para os invasores.
 
Apoiando-se em personagens consistentes, o filme desenvolve aspectos intimistas sem deixar de lado o tenebroso contexto da guerra – que, eventualmente, faz incursões nos caminhos dos personagens e cobra o seu preço. De todo modo, o diretor recria com eficiência e emoção contida a sensação de estar naqueles lugares, naqueles dias.

Neusa Barbosa


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