Os cavaleiros brancos

Ficha técnica


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Sinopse

Em 2007, uma ONG francesa chega ao Chade para retirar do país, destruído por uma guerra civil, dezenas de órfãos. A ideia é que sejam adotados por famílias francesas. Mas tanto eles quanto seus interlocutores africanos escondem-se atrás de mentiras que têm consequências duras.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

22/07/2016

Em 2007, a ONG francesa Arco de Zoé viu-se envolvida com uma acusação de sequestro de crianças no Chade dividido por uma guerra civil, depois de tentar retirar do país 103 crianças, supostamente órfãs, para serem adotadas por famílias francesas.
 
O caso adicionou mais um capítulo à longa história de tragédias traçada pelo colonialismo europeu na África, agora pela atuação ambígua destas ONGs, ainda que alegadamente com as melhores intenções.
 
O filme dirigido pelo cineasta belga Joachim Lafosse (Propriedade Privada), no entanto, acertadamente evita partir de uma posição clara contra ou a favor da ONG, rebatizada no filme como Move the Children. Ao fazê-lo, torna mais rica sua história, adaptada de livro de François-Xavier Pinte e Geoffroy d’Ursel, e transforma o espectador em participante, ao deixar que ele próprio faça seu julgamento.
 
Jacques Arnault (Vincent Lindon), presidente da ONG, chega ao Chade com uma equipe de voluntários e uma repórter, Françoise (Valérie Donzelli), para colocar em funcionamento uma grande operação de retirada de crianças do cenário de um país destroçado pela guerra civil. Financiado por famílias sem filhos, seu plano é levar 300 órfãos menores de 5 anos para adoção na França.
 
Desde o início, o plano é comprometido por dificuldades operacionais – como a obtenção de um avião – e humanas. Os chefes de aldeias, que recebem dinheiro para encontrar estes órfãos, não respondem com a rapidez desejada. Mas há mentiras dos dois lados. Da parte de Arnault, ele também não está dizendo toda a verdade a seus colaboradores, como a tradutora local (Rougalta Bintou Saleh). E num determinado ponto se descobre que as crianças entregues não têm a idade exigida ou nem mesmo são órfãs.
 
Independente desta troca de mentiras, todas com boas razões, há uma situação concreta ali, de pobreza e violência. Por conta disso, se pode perguntar: Haveria possibilidades melhores de lidar com todo este complexo de fatores ? Os membros da ONG são necessariamente inescrupulosos, ainda que correndo risco de vida por simplesmente estarem ali? Seria melhor não interferir ali ? Não há nada simples neste contexto, muito menos a chocante fragilidade dos civis, especialmente as crianças, em situações de guerra, como se pode lembrar neste momento em que as vidas de milhares delas estão sendo drasticamente afetadas no mundo, criando o drama dos refugiados na Europa.

Neusa Barbosa


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