Life - Um retrato de James Dean

Ficha técnica


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Sinopse

Em meados de 1955, James Dean não passa de um jovem ator que está começando a ser conhecido e já lançou apenas um filme, "Vidas Amargas". O fotógrafo Dennis Stock, que luta para vender seu material às maiores revistas dos EUA, enxerga nele algo especial. Da convivência nascem algumas das fotos mais famosas de Dean.


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Crítica Cineweb

07/07/2016

Life – um retrato de James Dean não é uma biografia. Fiel às origens fotográficas do diretor holandês Anton Corbijn, trata-se de uma série de instantâneos da vida do mítico ator norte-americano, que viveu pouco e intensamente. Alguma coisa desse minimalismo vital intensivo foi, no entanto, captado instintivamente pelas lentes de um fotógrafo, Dennis Stock, tornando-se material para que o mito se estabelecesse após a trágica morte de Dean, em 1955.
 
O filme retrata os breves meses em que James Dean (interpretado com um maneirismo expressivo por Dane DeHaan) se preparava para atingir a fama, em meados de 1954 e 1955. Havia feito somente um filme, Vidas amargas, de Elia Kazan. Estava em vias de estrelar outro, Juventude Transviada – mas o papel ainda não era seu.
Quem o encontra neste limbo é justamente Dennis Stock (Robert Pattinson), um fotógrafo jovem que também luta por reconhecimento. Ele enxerga logo em Dean uma possibilidade de astro e quer fazer um ensaio fotográfico com ele. Encontra resistência não só junto aos seus próprios chefes, na agência Magnum, como no próprio ator – um objeto difícil de entregar-se às lentes, diante das quais ele emana uma luz própria magnífica e melancólica.
 
Entre estes dois, apesar da algumas afinidades, não há propriamente uma amizade, antes um atrito que se realimenta e mantém aceso o contato, esta quase amizade que se esboça e se retrai, mas por alguma razão não se rompe.
 
É quase incrível pensar que as fotos que conhecemos de Dean foram colhidas desta maneira quase acidental. E o incrível acaso que juntou estes dois na viagem a Indiana, em que Dean revela a Dennis um lado terno, delicado e doloroso que ninguém conhecia e que o fotógrafo só poderia avaliar em que medida meses depois, quando um acidente colheu a vida do ator, aos 24 anos. Dennis, no entanto, viveu para contar essa história e beneficiar-se dela, estabelecendo-se como um dos mais conceituados fotógrafos de sua época (ele morreu em 2010, aos 81 anos).
 
Como em Control (2007), sua original investida cinematográfica em outro mito morto jovem, o roqueiro Ian Curtis, o diretor holandês escava o avesso da celebridade.

Neusa Barbosa


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