Dois caras legais

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Sinopse

Jackson Healy ganha a vida espancando rapazes, em geral cafajestes, por um trocado dado por pais preocupados com suas filhas. Quando uma jovem oferece-lhe dinheiro para afastar um perseguidor, ele conhece o atrapalhado e beberrão Holland March, um detetive particular com pouca (ou nenhuma) qualificação para o trabalho. Mas será esta dupla que lutará para resolver o estranho caso de uma atriz pornô assassinada.


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Crítica Cineweb

08/07/2016

Ryan Gosling e Russell Crowe já seriam motivos suficientes para levar o espectador aos cinemas, por se renderem ao escrachado humor de Dois Caras Legais. Mas, de fato, o grande destaque desta produção é o vigoroso trabalho do diretor e roteirista Shane Black, considerado um dos mentores do cinema de ação moderno, depois de escrever os sucessos Máquina Mortífera, O Último Boy Scout e, mais recentemente, o Homem de Ferro 3 (que também dirigiu), o melhor da trilogia do herói da Marvel.

Imerso no poliéster e suas cores brilhantes na Los Angeles dos anos de 1970, o cineasta volta ao a investir nas típicas novelas americanas detetivescas da década de 1940, como já havia feito em Beijos e Tiros (2005). Aliás, Dois Caras Legais pode ser avaliada como uma evolução daquela produção, comprovando a maior maturidade narrativa de Black.

Embora a ação seja vertiginosa, é na comédia que o filme se relaciona com o público, a partir das desventuras dos protagonistas e das complexas relações entre eventos e pessoas. E para este espaço, é imprescindível o comprometimento dos atores centrais. O que Gosling e Crowe acertam, seja na dinâmica entre eles, seja no timing para o humor, ora negro, ora não-verbal.

Na trama bem-amarrada por Black, Jackson Healy (Crowe) é um desses profissionais que pais preocupados contratam para dar “um susto” (violentíssimo) nos garotões que tentam se aproveitar de suas filhas. Um trabalho aparentemente simples, mas que não dá qualquer prazer a ele, como explica na sua narração em off.

Paralelamente a isso, o espectador também é apresentado ao detetive particular Holland March (Gosling), que também narra seu próprio ponto de vista. Beberrão e um tanto trapalhão, o azar e sua sabedoria míope provocam risos, como, por exemplo, ao reclamar com um policial sobre o seu trabalho: “Sabe quem apenas seguia ordens? Hitler”.

Quando Amelia (Margaret Qualley) procura Jackson para pedir que ele dê fim em um perseguidor, este é ninguém menos que Holland, contratado para encontrá-la . Mas a jovem está envolvida em uma trama obscura de assassinatos de figuras públicas da indústria de cinema pornô, o que obrigará os (anti) heróis a trabalharem juntos para sobreviver e desvendar o caso.

Apesar de complexa, a trama se encaixa perfeitamente e não é conveniente, aqui, fundamentar cada elemento do mistério. O grande trunfo é como esses diferentes temperamentos se aproximam e se distanciam, com muito humor, durante toda a história. Um trabalho de texto, direção e atuação que realmente os tornam dois caras legais.    


 

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 17/10/2017 - 16h17 - Por Lucia Trejo Encanta-me os filmes de Ryan Gosling. É de admirar o profissionalismo deste ator, trabalha muito para se entregar em cada atuação o melhor, sempre supera seus papeis anteriores, o demonstrou em Dois Caras Legais um filme que se converteu em um dos meus preferidos. É uma boa opção para uma tarde de filmes. O ator é um dos meus preferidos, La La Land e Dois Caras Legais são meu filmes preferidos dele.
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