A Comédia Divina

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Cansado de ser impopular, o diabo vem à Terra para fundar sua igreja, que estimula os pecados, vistos como virtudes. Uma das primeiras pessoas a cair em sua conversa é uma jovem jornalista ambiciosa.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

05/07/2016

Livremente inspirado em um conto de Machado de Assis (“A igreja do diabo”), o diretor Toni Venturi – mais conhecido por filmes densos com temática política, como Cabra cega –, envereda pelo humor negro em A comédia divina. Um dos méritos do filme é escancarar de forma ácida o shopping center da fé, escalando o próprio diabo para inaugurar sua congregação religiosa, quando percebe que está perdendo adeptos e, com isso, tendo sua imagem enfraquecida, o que não é nada bom para os negócios em tempos de redes sociais.
 
Outro mérito é escalar Monica Iozzi para o papel de Raquel, que se deixa seduzir pelo demônio (Murilo Rosa) e acaba, ingenuamente, ajudando-o em sua estratégia de marketing, como repórter de uma emissora de TV. E nesse ponto o filme mostra como o marketing está por trás de tudo, principalmente das causas indefensáveis.
 
Ao entrevistar o capeta, sem se dar conta Raquel dá início ao plano diabólico para torná-lo uma celebridade e enaltecer a luxúria, a gula, a soberba, a vaidade e os demais pecados capitais. No Paraíso, Deus (Zezé Motta) deixa a história rolar, a espera que os próprios mortais percebam a enrascada em que estão se metendo ao frequentar a nova igreja. Mas um antigo namorado de Raquel, Lucas (Thiago Mendonça), que também trabalha na emissora de TV, pode ter a chave para enfrentar o demônio.

No céu, Deus só observa, sem perder o humor e a astúcia, que sempre disseram ser atributo daquele ser que criou, mas que não encontrou espaço entre os anjos e acabou se rebelando. Mas, mesmo com ele, Deus não perde a paciência. 

Luiz Vita


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