As Tartarugas Ninja - Fora das sombras

Ficha técnica

  • Nome: As Tartarugas Ninja - Fora das sombras
  • Nome Original: Teenage Mutant Ninja Turtles: out of the shadows
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Aventura, Ação
  • Duração: 112 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Dave Green
  • Elenco: Megan Fox, Stephen Amell, Noel Fisher

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Sinopse

Depois de salvar Nova York do terrível Destruidor e seu Clã do Pé, as tartarugas mutantes adolescentes Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael sonham sair das sombras e serem reconhecidos como heróis pela população. Quando Destruidor, no entanto, foge da prisão e se une a um novo vilão de outra dimensão, o Krang, os heróis precisam de maturidade para resolver o problema e virem a público.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

09/06/2016

Uma das constantes críticas que se faz às produções de Michael Bay é notória preferência dada à pirotecnia dos efeitos especiais no lugar de uma história mais consistente para contar. O que se poderia chamar vulgarmente de “cinema pipoca”, em que a experiência visual e a ação que se vê na tela é mais valorizada do que uma narrativa bem estruturada e personagens coerentes.

Há que se reconhecer que 13 horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016), o último filme que dirigiu, é ponto fora da curva, pois Armageddon (1998), Pearl Harbor (2001) e a franquia Transformers (que chegará ao quinto filme em 2017) mostram uma constante naquele sentido espetaculoso. Embora apenas produza a cinessérie das Tartarugas Ninja (dirigida, agora, por Dave Green), a mão forte de Bay prevalece em toda a estrutura.

A primeira problemática de As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras é a de não valer por si. É preciso muito entendimento do universo das tartarugas para perceber e entender os conflitos. A começar pelo que dá nome ao filme: “fora das sombras”.

Na sequência dos acontecimentos do primeiro, Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael (gerados por computador com base nos atores Pete Ploszek, Noel Fisher, Jeremy Howard e Alan Ritchson, respectivamente) salvaram Nova York do vilão Destruidor. Porém, como são mutantes e podem criar pânico entre a população, as glórias da vitória vão para o cinegrafista trapalhão Vernon (Will Arnett), que se refestela como nova celebridade.

O Destruidor (Brian Tee) e seu Clã do Pé, no entanto, planejam uma fuga, e o quarteto precisa ir atrás do malfeitor. O problema é que eles passam da adolescência a um estado mais maduro e precisam perceber a consequência de se expor. Aqui, sair das sombras e aparecer publicamente.

O jogo muda quando aparece em cena o vilão-mor Krang, que veio de outra dimensão graças aos experimento feitos pelo cientista do Clã do Pé, Baxter (Tyler Perry). Será ele quem iniciará o empreendimento para destruir o planeta, que apenas as tartarugas ninja poderão enfrentar.

Como se reinventou uma versão da origem para os cinemas, há uma certa confusão sobre quem é quem e porque fazem o que fazem. Nesse mundo fantástico, com criaturas bizarras e vilões atrapalhados, não se trata de uma limitação imposta ao roteiro, mas do fraco exercício que molda os personagens. Splinter (Tony Shalhoub), April (Megan Fox), a chefe de polícia Vincent (Laura Linney), Casey Jones (Stephen Amell) estão ali apenas como objetos de cena, com uma ou outra ponta na ação intermitente que move o filme.

Mesmo os protagonistas, considerando que se trata de um filme infantil de ação, perdem muito tempo se engalfinhando sobre os próprios problemas (de não sair das sombras). Mesmo assim, trata-se de conflito superficial, sem nenhuma real epifania sobre adolescência e maturidade. Enfim, um problema de roteirização.

Afinal, Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael divertem e estão no centro de ações, cujo desenho de produção é extremamente competente. Mas é apenas o que o filme entrega. Isso e pipoca.

Rodrigo Zavala


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