Truque de mestre - O 2º ato

Ficha técnica


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Sinopse

Depois de terem sua vinculação com o FBI exposta, os Quatro Cavaleiros são chantageados por um vilão para colocar seus talentos a seu serviço, para roubar um circuito capaz de entrar em qualquer sistema computadorizado do mundo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/06/2016

Truque de Mestre: O 2o Ato é incapaz de esconder aquilo que é exatamente: a continuação desnecessária, que se tornou obrigatória quando o filme original, de 2013, fez um sucesso enorme e inesperado. Por mais acrobacias, malabarismos e pirotecnias que o diretor Jon M. Chu – que tem no currículo Justin Bieber: Never say never e Ela Dança, Eu Danço 4 – faça, cada cena reitera o questionamento: qual é a desse filme?
 
Truque de Mestre, o original, fez sucesso pelo seu humor e sagacidade ao ambientar um filme sobre roubo no mundo da mágica. É como se fosse uma espécie de Onze Homens e um Segredo protagonizado por ilusionistas. Agora que a magia acabou, que os truques foram revelados e nenhum coelho sobrou na cartola, o roteirista Ed Solomon – também do original – mostra que não é nenhum Houdini, e cria uma trama sem muito pé ou cabeça, que rende inexplicáveis 129 minutos.
 
Todos os personagens principais estão lá novamente, os Quatro Cavaleiros – numa alusão do apocalipse –, interpretados por Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Dave Franco, com a introdução de Lizzy Caplan, como uma “cavaleira” (substituindo Isla Fisher), chamada Lula (mas que, estranhamente, as legendas traduzem como “Lola”). Talvez o humor da personagem seja o que há de melhor no filme, que também traz como novidade Daniel Radcliffe (esforçado, exagerado, desnecessário) e Michael Caine (no piloto automático, e ganhando um dinheirinho fácil).
 
Dylan (Mark Ruffalo, a melhor presença no filme), chefe dos Cavaleiros, acaba sendo exposto, e seu disfarce no FBI já não poderá mais ser usado, até porque também ele está sendo perseguido pelos seus ex-colegas da agência. O primeiro golpe consiste em hipnotizar um jovem presidente de uma corporação e, durante um mega-lançamento, revelar planos de invasão de privacidade por meio de uma nova tecnologia.
 
Quando tudo dá errado, o quarteto acaba sequestrado e levado para Macau, onde encontram o personagem de Radcliffe, Walter Marbry, um jovem vilão mimado e chato, que os obriga a participar do roubo de um circuito capaz de decodificar e invadir qualquer computador no mundo. Esse é o pretexto para uma série de perseguições, correrias e malabarismos, resultando na cena do roubo, que é mais longa do que deveria, e com uma série de ilusionismos, o ponto alto do filme, que traz entre seus produtores David Copperfield.
 
É inegável que existam bons momentos em Truque de Mestre: O 2o Ato, mas eles acabam diluídos em meio a tanta coisa – talvez seja um dos filmes mais hiperativos da história recente. O mesmo acontece com os ilusionismos: alguns até são reais, mas muito se deve à magia do cinema (o que nem é um problema) do que à capacidade humana de iludir. E que ninguém se engane: uma nova sequência já está prevista. 

Alysson Oliveira


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