Tini: Depois de Violetta

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Sinopse

A cantora Violetta (Martina Stoessel), em crise no relacionamento com Léon (Jorge Blanco) e na carreira, decide dar um tempo no sul da Itália para encontrar seu verdadeiro eu.


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Crtica Cineweb

07/06/2016

Em seus 19 anos de vida, Martina Stoessel dedicou cinco deles totalmente à tarefa de dar vida a Violetta, personagem-título da telenovela argentina da Disney Channel da América Latina, em coprodução com outras subsidiárias do canal na Europa, Oriente Médio e África, obtendo grande sucesso internacional. Durante as três temporadas, exibidas originalmente entre 2012 e 2015, o público conheceu a história da garota que volta a Buenos Aires e, contrariando a superproteção do pai, encontra amor, amizades e sua vocação através da música.
 
Por isso, o fim da produção infanto-juvenil é coroado agora por Tini: Depois de Violetta, que não apenas comemora o êxito do programa de TV na telona em uma grandiosa despedida, mas também ajuda a desassociar a imagem de Martina da personagem, para o lançamento de sua própria carreira. Se somente ao final do longa será explicado, de maneira bem piegas e inverossímil, o porquê de “Vilu” ser chamada de Tini por Isabella (Ángela Molina), os fãs já sabem pelo título a referência ao apelido da atriz e a intenção do filme.
 
A novela, que já havia migrado para o cinema em forma de show no documentário musical Violetta: O Show (2014), de Mathew Amos, vem agora como ficção nas mãos de Juan Pablo Buscarini, mostrando a rotina da protagonista fora do Studio em Buenos Aires. Já popstar, com uma concorrida agenda entre sua turnê internacional e a gravação de discos, a famosa cantora fica sabendo através da imprensa da aproximação de seu namorado Léon (Jorge Blanco), que está gravando em Los Angeles, da estrela latina em Hollywood, Martina Diaz (Sofia Carson).
 
A crise no relacionamento à distância e a pressão do trabalho levam-na a dar um tempo na carreira e afastar-se de sua vida corrida para encontrar a si própria, em trama próxima à de Hannah Montana: O Filme (2009). O destino para tanto é o sul da Itália, mais exatamente no retiro para novos artistas de Isabella, uma antiga amiga de seus pais, onde ela irá conviver com jovens envolvidos com outras áreas, como fotografia, moda e artes visuais.
 
Os novos personagens se misturam com algumas figuras já conhecidas da série, como o pai de Violetta, Gérman Castillo (Diego Ramos), a tia e tutora Angie (Clara Alonso) e agora amiga Ludmila (Mercedes Lambre), enquanto um novo interesse romântico se apresenta com a proximidade do capitão e bailarino Caio (Adrián Salzedo). Alguns deles se encaixam nos típicos estereótipos de filmes juvenis no raso e pueril roteiro de Ramón Salazar, de Paixão Sem Limites (2010), que, por exemplo, abusa do didatismo quando a própria protagonista precisa expor em palavras o que cada um de seus novos colegas agregou a ela nesta caminhada.
 
A cena vem justamente na transição para o terceiro ato, atrapalhado em sua resolução quase de conto de fadas, que deve fazer mais sentido para os fãs da novela do que para quem venha a assistir somente ao filme. Embora o longa se sustente por si só, fica uma sensação de retrocesso na escolha de Violetta. Até os efeitos especiais desta parte tiram o realismo e o brilho do visual empregado até então, que é o principal destaque do novo trabalho do cineasta argentino, diretor de Inventor de Jogos (2014) e produtor de Um Conto Chinês (2011).
 
É louvável o esforço de Juan Pablo Buscarini em tentar se afastar ao máximo da estética televisiva da produção original, gravada principalmente em estúdio, e adotada até pelos telefilmes da Disney Channel norte-americana. Sua direção é videoclíptica até fora dos números musicais, com uso intenso de steadycam e incidência de luz solar, clássico clichê de longas rodados no Mediterrâneo, na fotografia de Josu Inchaustegui ao lado da edição rápida de Pablo Mari – respectivamente, de A gangue Zip Zap (2013) e Las insoladas (2014). No entanto, a constante utilização destes recursos torna-se cansativa no decorrer de uma hora e meia de projeção que parece durar bem mais do que isso.
 
Porém, nada que desagrade ao público-alvo de Tini, repleta de canções inéditas que seguem o mesmo estilo das de Violetta, seja na batida pop com toques eletrônicos ou em suas letras fáceis e altamente pegajosas, assim como algumas coreografias. Na realidade, a produção presenteia os fãs com o encerramento em grande estilo que eles desejavam.

Nayara Reynaud


Trailer


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