A criada

Ficha técnica


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País


Sinopse

Na Coreia dos anos 1930, dominada pelos japoneses, uma rica jovem órfã vive em uma rica mansão como virtual prisioneira de um tio. Obcecado por relatos eróticos, ele mantém uma imensa biblioteca sobre o tema e treina a sobrinha, desde menina, na leitura destas histórias para privilegiados ouvintes. Um dia, chega uma nova criada, com um plano secreto para mudar estas vidas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/05/2016

Duas vezes consagrado em Cannes – Grande Prêmio do Júri por Oldboy (2003) e Prêmio do Júri por Sede de Sangue (2009), o sul-coreano Park Chan-Wook entrou com força visual e narrativa novamente na corrida pela Palma de Ouro em 2016, com o requintado e muito sensual drama de época A Criada

Curiosamente, o ponto de partida é um romance inglês, Fingersmith, de Sarah Waters, ambientado na Inglaterra vitoriana. Co-autor do roteiro, Chan-wook transporta a história para a Coreia dos anos 1930, dominada pelos japoneses, recriando um intoxicante jogo de perversões e mentiras em torno de uma rica mansão.
Ali vive uma rica jovem órfã, Hideko (Kim Min-hee), uma virtual prisioneira de um tio (Cho Jin-woong). Obcecado por relatos eróticos, ele mantém uma imensa biblioteca sobre o tema e treina Hideko, desde menina, na leitura destas histórias, às quais nunca falta um tempero de perversão, para privilegiados ouvintes, participantes de um fechado clube aristocrático de senhores maduros.

Ali chega a camareira Sookee (Kim Tae-ri), uma ladra e vigarista com cara de anjo, para colocar em prática uma tramoia, que visa à sedução da rica Hideko por um falso conde (Ha Jung-woo). Consumada a fuga e o casamento de Hideko com o rapaz, Sooke deve receber dinheiro e ficar com as roupas e jóias da vítima, que seria, então, internada num hospício.

Dividido em três partes, ao longo de enérgicas 2h25, o filme sobrepõe pontos de vista, deixando claro que ninguém falou a verdade desde o começo. Com essas gradativas revelações e reviravoltas, crescem o suspense e o erotismo, em cenas requintadamente filmadas, especialmente entre as duas garotas. O habitual gosto do diretor por violência e cenas de sangue é reservado para uma pequena parte final, em que o humor negro se infiltra poderosamente. Em todas as partes, transparece o alto quilate da produção técnica (a fotografia, figurinos, iluminação e montagem são primorosos) e a mão firme do diretor de 53 anos.

Neusa Barbosa


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