Instituto de Beleza Vênus

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Crítica Cineweb

17/03/2003

Este é, claramente, um filme de e para mulheres. Numa história ambientada num salão de beleza, a diretora e roteirista Tonie Marshall entra mesmo de peito aberto - ainda mais tendo como cenário um lugar como o Vênus, que tem portas de vidro entregando sempre tudo o que ocorre ali dentro.

São tantos os sonhos que entram e saem por aquela porta que, a cada vez que se abre, emite a melodia de uma caixinha musical, dando acesso a um mundo todo pintado de cor-de-rosa. Em primeiro lugar, as fantasias das próprias funcionárias. A atendente mais velha é Angèle (Nathalie Baye), mulher na faixa dos 40 anos que sofre um verdadeiro frenesi falatório toda vez que sai à procura de companhia masculina. Tão decidida no ataque, a bela mulher se desconcerta quando é paquerada por um estranho persistente e apaixonado, Antoine (Samuel Le Bihan).

Atriz que trabalhou com os maiores diretores franceses, como Truffaut, Godard e Tavernier, Nathalie exibe sua perícia e sensibilidade num papel feito à sua medida - muito semelhante, aliás, ao que ela viveu no inédito Une Liaison Pornographique, que lhe deu um merecido troféu de melhor atriz no Festival de Veneza/99. É um prazer vê-la atuar com tanta naturalidade e delicadeza, trabalhando cada detalhe de sua personagem, uma mulher madura e de coração ferido. Bem de acordo com seu espírito, numa cena seu tema musical é a canção brasileira Manhã de Carnaval, na voz de Elizeth Cardoso.

No salão, as duas colegas mais jovens de Angèle vivem seus próprios dilemas. A ex-enfermeira Samantha (Mathilde Seigner) não encontra entre seus muitos parceiros o homem ideal. Marie (Audrey Tautou, prêmio César de revelação feminina) experimenta sentimentos divididos diante do assédio de um viúvo bem mais velho. A proprietária do salão, Nadine (Bulle Ogier), tem mais em comum com as clientes - sente na pele os sinais do envelhecimento e trava todas as batalhas que pode contra as rugas que teimam em não desaparecer com seu arsenal, sempre renovado, de cremes e loções.

Nesta amostra calorosa da vida real, entra também o repertório dos clientes, que fazem suas confidências nas cabines, entre uma sessão de limpeza de pele, uma maquiagem, uma massagem e outra. A exibicionista sra. Buisse (Claire Nebout) prefere andar nua pelos corredores, para alegria dos passantes. Nada se esconde que não possa ser revelado. Aliás, é essa mesma a intenção de qualquer segredo. Sem complicações, Tonie Marshall criou um pequeno filme sensível, que venceu quatro César: melhor filme, direção, roteiro e revelação feminina.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 14/02/2011 - 16h00 - Por KETELLIN POR FAVOR VCS PODERIAM POR GENTILEZA ME FORNECER O EMAIL DO SALÃO
    OBRIGADA
  • 14/02/2011 - 16h41 - Por Neusa Barbosa Oi Kettelin: tá de brincadeira, né?
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