Quanto Tempo o Tempo Tem

Ficha técnica

  • Nome: Quanto Tempo o Tempo Tem
  • Nome Original: Quanto Tempo o Tempo Tem
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2014
  • Gênero: Docudrama
  • Duração: 76 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Adriana L. Dutra
  • Elenco:

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Sinopse

Documentário investiga a percepção do tempo no presente e como isso influencia nossos modos de vida, ansiedades e expectativas, através de entrevistas de diversos filósofos, sociólogos, escritores, jornalistas, cineastas e outros.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

28/03/2016

Fredric Jameson, um dos mais importantes críticos e teóricos culturais norte-americanos da atualidade, aponta que uma das características do nosso tempo, a pós-modernidade, é a fragmentação. O documentário Quanto Tempo o Tempo Tem, de Adriana L. Dutra (codirigido por Walter Carvalho), investiga exatamente essa característica de nosso presente: a articulação do tempo.
 
O que é gastar o tempo de forma proveitosa? Ficar olhando para o tempo é menos produtivo do que atualizar o status no Facebook? O que é o tempo produtivo (uma característica diretamente ligada ao estágio do capitalismo contemporâneo)? O documentário conta com diversas entrevistas com especialistas e pensadores que ajudam a investigar o que é o tempo na época presente.
 
A sociedade pós-industrial e a tecnologia do presente, mostra o longa, nos obriga – nem que seja por meio de um reflexo instintivo conduzido, de maneira quase inconsciente – a estarmos conectados o tempo todo, nos obriga a sermos producentes em tempo integral – independente do que estejamos produzindo. “O tempo tem que ser produtivo no sentido econômico”, comenta um dos entrevistados de maneira crítica.
 
O filme de Adriana L. Dutra pode fazer alguns comentários óbvios, mas, ao mesmo tempo, escancara argumentos que tentamos fingir que não vemos: a tecnologia que tanto nos ajuda a facilitar a vida, as relações sociais, nos leva também a trabalhar a mais, ou a ter mais tempo para trabalhar em outra coisa.
 
Como aponta Quanto tempo... nada é completamente bom, nem completamente ruim. A expectativa de vida aumentou (“80 são os novos 60”, diz uma entrevistada). O sistema, ao mesmo tempo, precisa dar condições para que os indivíduos tenham uma boa qualidade de vida e se aproveita dessa longevidade. Compartilhando suas próprias experiências, Adriana investiga as transformações entre passado e presente, e tudo o que isso nos proporciona e também cobra de nós mesmos.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 29/10/2017 - 17h32 - Por Estela Ribeiro Assisti hoje pela Netflix e achei fantástico todo o percurso do filme. Compactuo da fala do Domenico di Masi ao final de que o tempo não deve ser perdido. Sendo assim, a hora que estive diante da tela ouvindo pensadores e especialistas rendeu muitas reflexões. Super recomendo.
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