A Bruta Flor do Querer

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Sinopse

Diego é formado em cinema, mas ganha a vida como cinegrafista de casamentos. Enquanto tenta fazer seu primeiro longa, apaixona-se pela balconista de um sebo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

22/03/2016

Premiado em Gramado com os inexplicáveis troféus para direção (Andradina Azevedo e Dida Andrade) e fotografia (Gallo Rivas), A Bruta Flor do Querer é um exercício metalinguístico pretensioso e vazio da dupla de diretores – que também assinam o roteiro e protagonizam o longa. Dida é Diego, jovem cineasta em crise que ganha a vida filmando casamentos e afins, enquanto tenta fazer seu primeiro longa.
 
Seu melhor amigo é interpretado por Azevedo e soa como uma doentia voz da consciência com menos juízo do que o outro – mas isso não é, ou não seria, um problema. Diego quer uma mulher para acabar com o vazio que sente – ou ao menos é o que imagina que aconteceria. Por isso começa a assediar uma jovem balconista de um sebo (Diana Mota), mas a moça também não parece muito interessada.
 
Em seus 76 minutos – parece mais – A Bruta Flor do Querer acompanha Diego e seu ego, que parece não caber no filme. Entre uma cantada frustrada e outra, ele delira com o que estaria em seu filme, busca um outro trabalho e outras mulheres. Sempre, porém, acaba se frustrando. Com um pouco de boa vontade, se poderia imaginar o filme como um retrato de uma geração vazia, incapaz de materializar sua arte, encontrar alguém que a complete. O grande problema, então, seria romper a bolha e fazer com que o público se interesse pelas aflições e dilemas do rapaz. O que não é bem o caso aqui.

Alysson Oliveira


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