Visões do passado

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Sinopse

Peter Bower é um psicólogo atormentado pela morte de sua filha há um ano e mal consegue tratar seus pacientes. No entanto, quando uma misteriosa menina chamada Elizabeth aparece em seu consultório, ele percebe que todos ao seu redor têm alguma relação macabra com um acontecimento trágico que presenciou quando adolescente.


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Crítica Cineweb

17/03/2016

Um dos elementos mais contundentes nas produções de terror dito psicológico é a capacidade de se construir uma dualidade entre o real e a paranoia, sem que a audiência decifre o mistério até seu desfecho. Dos clássicos como O Bebê de Rosemary (1968) e O Iluminado (1980), até os populares mais recentes como A Bruxa de Blair (1999) e A Bruxa (2015), esse subterfúgio sustenta a narrativa e procura eletrizar quem a assiste.

Este também deveria ser o caso de Visões do Passado, escrito e dirigido pelo australiano Michael Petroni, mais conhecido pelos roteiros adaptados ao cinema das obras A Rainha dos Condenados (2002), As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010), O Ritual (2011) e A Menina que Roubava Livros (2013). Mas, por opção, o cineasta parece desistir no meio do caminho, enfraquecendo o apelo de sua história. 

Estrelado pelo ator americano Adrien Brody (consagrado em O Pianista, de 2002), o longa tem como protagonista o psicólogo Peter Bower, atormentado pela recente morte de sua filha. Impotente frente ao sofrimento da esposa (Jenni Baird) e apático em relação aos seus problemáticos pacientes, tem como apoio seu mentor, o Dr. Duncan (participação especial de Sam Neill).

O conflito real tem início quando uma misteriosa garotinha aparece em seu consultório, que logo descobre se chamar Elizabeth Valentine (Chloe Bayliss). A menina não fala e ninguém parece vê-la além do psicólogo. Mas escreve num papel números que, a princípio, não fazem sentido. 

A compreensão sobre que exatamente eles significam levará Peter a perceber que todos ao seu redor têm alguma relação macabra com um acontecimento trágico de sua adolescência, incluindo o acidente fatal que levou sua filha, que o levará diretamente à sua cidade natal, False Creek.  

Na parte técnica, o trabalho surpreendente do diretor de fotografia Stefan Duscio, que coordena sua paleta abusando do cinza e azul, e a tensa edição de som de Tara Webb (Babadook, 2014 e  Mad Max: Estrada da Fúria, 2015), dão ao filme  uma soturna atmosfera de amargura (combinada com a atuação correta de Brody). Mas as qualidades da produção param por aí.
 
Há falta de coerência no roteiro de Petroni, que interrompe uma linha lógica clara. A possível demência começa a dar lugar a um misto de trauma e sobrenatural, afetando a tensão narrativa, que perde em originalidade.
 

Rodrigo Zavala


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