O Jovem Messias

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Sinopse

Aos 7 anos, Jesus é uma criança como as outras - só quer brincar. Mas, ao mesmo tempo, manifesta poderes, como o de ressuscitar os mortos, que deixam claro que ele não é um menino qualquer. Isso despertam a inquietação e perseguição de outros contra ele e sua família, que foge do Egito.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

03/03/2016

O Jovem Messias coloca uma questão interessante: por que se sabe tão pouco sobre a infância de Jesus Cristo? Bem, a partir do filme depreende-se que é porque ela foi extremamente tediosa. Baseada no romance Cristo Senhor: A Saída do Egito, de Anne Rice (autora de Entrevista com o Vampiro), a adaptação nada empolga, seja por sua falta de criatividade, direção burocrática ou ausência de carisma do pequeno protagonista, interpretado pelo monocórdico Adam Greaves-Neal.
 
O filme imagina Jesus com a idade de 7 anos. Como toda criança, ele quer ter uma vida livre e brincar – mas o peso de sua responsabilidade já recai sobre ele, pois é capaz, entre outras coisas, de ressuscitar os mortos. A trama é uma espécie de road movie bíblico, acompanhando o garoto, Maria (Sara Lazzaro) e José (Vincent Walsh) e mais algumas pessoas fugindo de Alexandria até Nazaré, e, por fim, Jerusalém.
 
Desde logo, o protagonista já é prejudicado pelo demônio (Rory Keenan), que causa a morte de um garoto e faz a culpa recair sobre Jesus. Mesmo trazendo o morto de volta à vida, o menino sofre bullying da aldeia onde vive, o que obriga sua família a começar sua jornada. Enquanto isso, um decadente Herodes (Jonathan Bailey) manda um soldado Severus (Sean Bean) capturar Jesus.
 
Maria e José querem proteger seu filho, por isso não revelam quem é seu verdadeiro Pai, acreditando que a ignorância do garoto o pouparia de problemas sociais e dúvidas pessoais. Isso, no entanto, não impede o menino de ter conversas com o Criador e continuar fazendo milagres pelo caminho.
 
Dirigido pelo americano de origem iraniana Cyrus Nowrasteh (O Apedrejamento de Soraia M.) – que assina o roteiro com sua mulher Betsy Giffen Nowrasteh –, O Jovem Messias é, acima de tudo, um filme que não se arrisca, uma fantasia sem imaginação ou tensão. Acompanha-se uma viagem sem graça de personagens cujos olhares facilmente se perdem no horizonte. Sempre muito bonitos e bem arrumados, poderiam muito bem estar num ensaio de moda da História Antiga, com suas caras de modelos.
 
Já o jovem que interpreta Jesus tem uma interpretação tão plana que em momento algum se acredita nas questões terrenas e espirituais. Com isso, não há tensão ou suspense que justifiquem a narrativa. Seu maior milagre seria manter o público acordado – mas isso parece mais difícil do que despertar um morto. 

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 28/02/2017 - 10h06 - Por Diego Sua crítica ao filme deixa claro que está muito mais fundamentada numa atitude anti-cristã do que em conhecimento cinematográfico. Faça um favor a nós e a si mesmo: vá procurar outra profissão.
  • 01/03/2017 - 15h58 - Por Neusa Barbosa Ao contrário do senhor, neste site respeitamos todas as opiniões, mas rechaçamos julgamentos apressados como o seu, assim como a sua pretensão em tirar um crítico de sua profissão apenas por conta de um texto com o qual o sr. não concorda.
    Muito bem lhe faria maior tolerância.

    Neusa Barbosa
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