Cinquenta Tons de Preto

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Sinopse

A tímida universitária Hannah é enviada para entrevistar o bilionário Christian Black, por quem acaba se apaixonando, apesar de seu comportamento reprovável e afeição ao sadismo. Paródia grosseira do romance “Cinquenta Tons de Cinza”, de E. L. James.


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Crtica Cineweb

01/03/2016

O ator, produtor e roteirista Marlon Wayans não se tornou conhecido por realizar comédias bem-comportadas. Desde Todo Mundo em Pânico, franquia que criou com o irmão Shaw, na década de 2000, destila um humor grosseiro, misógino e escatológico nas paródias que estrela, em especial na cinessérie Inatividade Paranormal, que debocha de filmes de terror.

Desta vez, Wayans mira no romance mundialmente conhecido Cinquenta Tons de Cinza, da escritora E. L. James, para fazer graça – ou tentar chegar a ela. A questão que se levanta nas produções do polivalente ator é a sua capacidade de disparar piadas que verbalizam os piores preconceitos americanos contra negros, latinos, caucasianos e asiáticos, além de homossexualismo e obesidade.

O fato de rir de si mesmo não redime o humorista de ridicularizar culturas e etnias, ultrapassando o humor, colocando-se como francamente ofensivo. Se o preconceito existe e é palpável nos EUA, como em grande parte de mundo, a ironia de demonstrar a realidade com comédia se descola pelo excesso.

E o que se vê em Cinquenta Tons de Preto é justamente esse excesso. Na pele do bilionário Christian Black, em referência ao protagonista do romance soft porn de James, Wayans quer fazer graça a partir da ideia de um negro bem-sucedido, mas que rouba bolsas, carros e é viciado em crack.

O contraponto é Hannah (Kali Hawk), a jovem universitária que obedece ao sadismo de Black, por prazer, mas sempre contesta sua ignorância e afeição pela perversão. Como, por exemplo, quando questiona o bilionário por ser do Partido Republicano.

Quando deixa de destilar preconceitos, o filme consegue um alívio cômico. Em determinado momento, durante uma das sessões de tortura erótica, Black sabe que ultrapassou os limites do sofrimento impingido a Hannah ao recitar passagens do livro de E. L. James.

Como paródia, a produção funcionaria melhor sem a vaidade de Wayans de colocar sua própria marca no roteiro, sem prestar atenção nas possibilidades que encontraria no romance e suas controvérsias, incluindo a acusação de misoginia, que gosta tanto de ressaltar no que escreve, produz e protagoniza.

Rodrigo Zavala


Trailer


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