Kung Fu Panda 3

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 2 votos

Vote aqui


País


Sinopse

O pai biológico do panda Po, Li, aparece no Vale da Paz, enchendo de ciúme o pai adotivo, o sr. Ping. Mas Po terá desafios maiores, como enfrentar a ameaça do renegado Oogwai, que quer roubar o "chi" e dominar a Terra.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/02/2016

Após um intervalo de cinco anos, Kung Fu Panda 3  retoma a trilogia de animação com fôlego suficiente para se apresentar como um bom capítulo final. Com um apuro visual deslumbrante, o longa de Jennifer Yuh, que esteve à frente do filme anterior, e Alessandro Carloni, animador estreante como diretor, compensa suas fraquezas narrativas com um simpático humor, ainda que, às vezes, repetitivo.
 
Porém, este não é o fim para a franquia iniciada em 2008, que conta com especiais e desenhos animados na TV. O diretor executivo da DreamWorks já afirmou que o estúdio planeja contar a saga do improvável Dragão Guerreiro em seis produções. Se a história do panda Po (voz de Lúcio Mauro Filho na dublagem brasileira e de Jack Black na original) ainda terá força para se sustentar em mais três aventuras é uma dúvida que só o tempo irá confirmar. Mas é certo que, aqui, ela garante um agradável entretenimento.
 
Com a rápida aparição do pai biológico do protagonista no final de Kung Fu Panda 2 (2011), Li (Bryan Cranston na versão legendada) aparece no Vale da Paz neste terceiro capítulo, à procura de seu rebento. A sua chegada deixa o Sr. Ping (James Hong) ainda mais apegado ao filho adotivo, tornando a superproteção do ganso cozinheiro ao panda mais significativa e engraçada frente à nova figura paterna que surge.
 
No entanto, antes de tentar lidar com seus problemas familiares, o Dragão Guerreiro precisa cumprir a tarefa de Shifu (Dustin Hoffman) de se tornar um professor de kung fu. Ainda por cima, tem de enfrentar o terrível Kai (J.K. Simmons), ex-aprendiz do mestre Oogwai (Randall Duk Kim) que fora mandado para o Reino dos Espíritos pela sábia tartaruga, mas fugiu de lá para roubar o chi – força vital de cada ser que é fonte de poderes cada vez maiores – de vários mestres da arte marcial e dominar a Terra.
 
A trama só engrena a partir do segundo ato, com a chegada de Po à Vila Secreta dos Pandas, escondida entre altas montanhas. O motivo, embora possa ser parcialmente creditado aos habitantes de lá, particularmente aos fofos bebês pandas, se deve à funcionalidade do humor utilizado daí em diante. O simplório roteiro de Jonathan Aibel e Glenn Berger, responsáveis pelos scripts dos anteriores, investe mais no lado cômico do que na aventura em si. Fora o protagonista, o desenvolvimento dos personagens é mínimo e os Cinco Furiosos – Tigresa (Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Louva-Deus (Seth Rogen), Víbora (Lucy Liu) e Garça (David Cross) – são relegados a escassas participações na história.
 
Com um elenco estelar, incluindo-se até a voz de quatro dos filhos de Angelina com Brad Pitt como os pequenos pandas, a animação continua voltada ao público infanto-juvenil, reforçando a moral da franquia de valorizar as habilidades de cada um, por mais que sejam estranhas, e utilizá-las para o bem comum – sem almejar oferecer mais do que leves risadas para os pais e outros adultos. Os mais velhos poderão interessar-se pela riqueza visual da produção, quesito no qual a direção de Yuh e Carloni consegue um grande avanço, que supera o ótimo uso do 3D, fazendo valer a pena o ingresso.
 
Embora as sequências de luta sejam menos frequentes neste longa, tendo menos espaço para a rápida movimentação de câmera característica da trilogia, a divisão da tela é um recurso constante. Contudo, o destaque vai para os interessantes traços da animação, especialmente no Reino dos Espíritos, onde a referência às milenares pinturas chinesas é evidente. Isso é complementado com a paleta de cores do filme, que tem na evolução do Dragão Guerreiro e no tema mais espiritualista a razão para a presença ainda mais forte do amarelo, representativa da China Imperial e da terra, e do laranja, cor sagrada e símbolo da coragem, sacrifício e transformação que Po demonstra em sua jornada do herói neste último desafio.
 

Nayara Reynaud


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança