O Natal dos Coopers

Ficha técnica


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Sinopse

A família Cooper está afastada, mas, como é tradição, vai passar junta a véspera de Natal. Divórcios, dificuldades de dialogar com os filhos, brigas de juventude e decepções vão ficar evidentes antes mesmo de a ceia começar.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/12/2015

Há uma certa tentação de dizer que a família Cooper, retratada nesta tragicomédia natalina dirigida por Jessie Nelson (de Uma Lição de Amor), é disfuncional. Mas o roteiro de Steve Rogers (de Lado a Lado) mostra apenas pessoas tristes, que por variadas razões (muito pequenas) guardam ressentimentos entre si.
 
Tudo isso, apresentado por um narrador onisciente, que, em off (voz de Steve Martin), aponta a história de cada personagem, com uso exaustivo de flashbacks. Mais adiante, quando se revelar a identidade deste narrador, se verá o quão fantasioso este detalhe é para esta trama. 

No topo dessa árvore genealógica está o avô, o octogenário Bucky (Alan Arkin), que frequenta todos os dias o mesmo restaurante para ver a garçonete Ruby (Amanda Seyfried). É uma relação estranha, pois não fica claro se é paternalista ou amorosa e que entra em choque quando ela decide seguir seu sonho de ser garçonete em uma cidade do interior. Personagens, enfim, pouco explorados em situações confusas.

Abaixo, estão suas filhas, Emma (Marisa Tomei), que sempre se sentiu preterida pela irmã mais velha e, por isso, rouba uma quinquilharia de uma loja. Ela acaba presa pelo policial “gay apenas na cama” Williams (Anthony Mackie), com quem trava um diálogo recheado com inúmeros clichês e muito superficial.

A tal irmã é Charlotte (Diane Keaton) que, depois de 40 anos de casamento, está para se separar do marido Sam (John Goodman), mas faz tudo para fingir que está tudo bem para não estragar a ceia de Natal, da qual é a anfitriã. Estes são os personagens mais bem resolvidos da trama, qualidade potencializada pelo talento e apreço do público pela dupla.

Na terceira geração estão os filhos de Charlotte, o desempregado Hank (Ed Helms), que vive às turras com a ex-mulher (Alex Borstein) sobre a criação dos três filhos, e Eleanor (Olivia Wilde), que se fechou para o amor após uma desilusão, “construindo um muro em torno seu coração”. Mas, apesar disso, entra em um jogo afetivo com o militar republicano Joe (Jake Lacy), enquanto estão no aeroporto.

Ela ainda o convida para participar do Natal na casa de sua mãe, como namorado, em uma farsa para que Charlotte não faça “cara de decepção”. Esse é provavelmente o papel mais problemático, pois traz um paradoxo: embora seja apresentada (pelo narrador) como uma mulher que não confia nos homens, ela acaba desmentindo esse perfil logo no primeiro encontro com Joe.

Esse estado de desânimo e melancolia dos personagens é balanceado com o humor situacional e água-com-açúcar que Steve Rogers imprime em seu texto. Tudo de acordo com o formato de cinema comercial, feito sob encomenda para o Natal, com um elenco estelar para garantir público. Tal como fez, por exemplo, Tudo em Família (2005), também com Keaton, outra produção de pura manipulação emocional para a data.

Rodrigo Zavala


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