Morangos Silvestres

Ficha técnica


País


Sinopse

Durante uma viagem de carro com sua nora, a caminho de receber uma homenagem, o médico e professor Isak Borg repensa o seu passado, suas escolhas e erros, confrontando o vazio de sua existência.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

24/11/2015

Ingmar Bergman não tinha nem 40 anos quando escreveu e dirigiu Morangos Silvestres, de 1957 – seu filme sobre o envelhecimento e perdas na vida. O protagonista, no entanto, o ator e diretor Victor Sjöström (Vento e Areia) estava na casa dos 80 anos e morreu apenas 3 anos depois - ou seja, numa realidade bem mais próxima do personagem central, o médico Isak Borg, que viaja de Estocolmo a Lund, para receber uma homenagem na universidade onde estudou.
 
Na viagem, está acompanhado de sua nora, Marianne (Ingrid Thulin), cujo casamento passa por um momento de turbulência. A viagem de carro serve com um catalisador para pensamentos, recordações e questionamentos sobre o passado e o futuro – se é que Borg acredita ter muito mais tempo pela frente.
 
O passado e o presente se fundem, e erros de outros tempos ecoam na mudança dos caminhos e direções da vida do médico. A fotografia, assinada por Gunnar Fischer (O Sétimo Selo), evoca algo de onírico, mas que também pode se tornar um pesadelo ou uma fantasia.
 
Bergman, mais uma vez, investiga a condição do homem de seu tempo com rigor formal, poesia e delicada sensibilidade. E encontra na interpretação impressionante de Sjöström (cujo longa A Carruagem Fantasma muito influenciou Bergman) o parceiro ideal para retratar a melancolia da descoberta das oportunidades perdidas.
 
No Festival de Berlim, de 1958, o filme ganhou o Urso de Ouro, e rendeu ao seu protagonista um prêmio da crítica internacional. Já no Globo de Ouro do ano seguinte, recebeu o prêmio de melhor filme estrangeiro.

Alysson Oliveira


Trailer


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