Papeis ao vento

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País


Sinopse

Quando Mono morre, seus amigos Fernando, Mauricio e El Ruso percebem que ele nada deixou para sua filha além do passe de um jogador de futebol. Agora, o trio tenta convencer a todos que o rapaz precisa ser bem vendido para que ela tenha segurança financeira.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/11/2015

Não se queira discutir com um argentino sobre futebol, muito menos com o trio Fernando (Diego Peretti), Mauricio (Pablo Echarri) e El Ruso (Pablo Rago), que acabou de perder o amigo El Mono (Diego Torres), vítima de câncer. Se nem eles se entendem, quanto mais o espectador brasileiro, que pode não estar tão entrosado com datas e jogadores quanto eles. 

O problema, aqui, é que El Mono, antes de morrer, comprou o passe de um jogador de futebol e quis deixar os dividendos como herança para a filha. Seu irmão, Fernando, torna–se o capitão da iniciativa para transformá-lo realmente num patrimônio para a sobrinha. O dilema é que o rapaz é um perna de pau.

Baseado num livro de Eduardo Sacheri, o filme acompanha os trâmites dessa negociação, que assumem toques ilegais. Mas, como a justificativa é a menina, os meios, mesmo pouco ortodoxos, parecem justificados. Assim, o trio suborna um locutor de rádio, rouba um carro, tenta trapacear nos vídeos, até que o milagre acontece.

Juan Taratuto (de Um Namorado Para Minha Esposa) dirige o filme como um drama, às vezes pesando no tom ao abusar das cenas com o personagem com câncer. Mas desconta isso na visceral discussão dos próprio atores sobre futebol, que traz um alívio cômico à narrativa.  

Há que se entender o apreço, muito gritante, do esporte no argentino comum, que vocifera pelo River Plate e Boca Juniors, como se vê, com as devidas adaptações regionais, em qualquer clássico brasileiro. El Mono foi filho de um futebolista, o que dá aos personagens uma vitalidade e causas para agir bastante sinceras.

O diretor dedica o filme aos seus amigos, que gostam do esporte tanto quanto ele. E, apesar das críticas à cartolagem e aos bastidores do futebol, não deixa de fazer uma grande homenagem àqueles que são torcedores, que vão ao estádio e que veem, nos papeis ao vento, a celebração da conquista, a grande emoção de torcer. 

Rodrigo Zavala


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