Condado macabro

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País


Sinopse

O palhaço Cangaço é interrogado por um oficial de polícia dentro da delegacia. Ele foi encontrado repleto de sangue, numa casa de campo que foi palco de uma chacina, em que foram mortos cinco jovens. Enquanto a investigação avança, descobre-se a história macabra por trás das mortes.


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Crítica Cineweb

11/11/2015

Os cineastas Marcos DeBrito e André de Campos Mello unem-se na direção em Condado Macabro, uma espécie de homenagem-deboche aos filmes de terror das décadas de 1960 e 1970. Repleto de referências ao gênero, especificamente do cinema americano, a produção investe na estética da época: aparente baixo orçamento, exploração da imagem do assassino, sangue e sexo, em maior grau do que a própria narrativa.

Nesse ponto, o proposta lembra em forma e formato o Projeto Grindhouse, que Quentin Tarantino e Robert Rodriguez criaram no final dos anos 2000, quando lançaram À Prova de Morte e Planeta Terror. Maneirismos cênicos, filosofia pop, escatologia, deboche e violência estilizada eram os ingredientes que, descontando-se as diferenças qualitativas, aparecem no filme nacional.
 
Desde o início, o roteiro escrito por DeBrito tem como foco produções americanas, com um grupo de jovens que viajam para uma casa de campo, onde se dão muito mal. Já nas primeiras cenas, o espectador acompanha o interrogatório do palhaço Cangaço (Francisco Gaspar) realizado por um oficial de polícia (Paulo Vespúcio) dentro da delegacia.

Ele foi encontrado repleto de sangue, na casa de campo em que os tais jovens parecem ter sido violentamente assassinados. O palhaço é o principal suspeito e há um embate entre o investigador e investigado repleto de ironia e frases de efeito.
 
Apresentado o conflito, parte-se para o que ocorreu com o grupo, liderado pelo verborrágico mulherengo Beto (Rafael Raposo) e o tímido Theo (Leonardo Miggiorin). Eles estão acompanhados por Mari (Larissa Queiroz) e Lena (Bia Gallo), respectivamente os interesses amorosos dos rapazes, e da distraída Vanessa (Olivia de Brito).
 
Eles chegam ao local, sem saber que na vizinhança mora uma mórbida família, ao melhor estilo Massacre da Serra Elétrica, o clássico de Tobe Hooper de 1974. Inclua-se aí um homem com uma máscara de pele e apreço desmedido por motosserras. Não demora muito para entender que eles serão os responsáveis pela chacina.
 
DeBrito e Mello incorporam essas referências para criar a própria história, ao mesmo tempo em que se preocupam em envelhecer imagens e recorrer a efeitos para parecer que existe algum problema nos rolos, durante a projeção. O resultado leva ao riso, ao lado das cenas de violência propositalmente exageradas e o humor negro do palhaço Cangaço.

Após a estreia, DeBrito lançará um livro homônimo sobre essa história. Fica uma dúvida sobre como poderia funcionar, pois há muitas alusões visuais à cinematografia norte-americana do gênero. É difícil entender como incorporar esses elementos, que são superiores à história contada. 

Rodrigo Zavala


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