Ruth & Alex

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País


Sinopse

Ruth e Alex moram no mesmo apartamento há várias décadas. O bairro, no entanto, está mais valorizado, e o imóvel passa a valer 1 milhão de dólares. Por isso, resolvem vendê-lo. Mas não será fácil desapegar de tantas lembranças do passado.


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Crítica Cineweb

03/11/2015

Ruth (Diane Keaton) e Alex (Morgan Freeman) estão casados há algumas décadas e moram num bairro de Nova York, que, de repente, tornou-se hipster, a ponto de seu pequeno apartamento passar a valer US$ 1 milhão. É difícil resistir à tentação, então resolvem vender o local, com a ajuda de uma corretora (Cynthia Nixon). Essa é a premissa de Ruth & Alex, que o diretor Richard Locraine – trabalhando com um roteiro adaptado de um romance de Jill Ciment – não se esforça muito para expandir.
 
Diane e Morgan se esforçam, mas não conseguem superar as limitações da narrativa e dos personagens. Há algumas tramas paralelas que pouco acrescentam, como a doença do cachorro do casal e a caçada a um terrorista pela cidade. Outros fatos são apenas mencionados: Alex é pintor e seus quadros já quase não vendem; ou o fato de que pretendem comprar um apartamento em Manhattan um pouco mais caro do que o atual. Eles teriam  uma poupança? Ruth trabalha? São coisas que nunca ficam claras.
 
O longa atira para diversos lados – comédia, romance, drama, crítica social à exploração imobiliária – sem nunca decidir o que vai fazer quando crescer. Poderia ter rendido uma comédia cáustica sobre o mercado imobiliário, com a tentativa de Ruth e Alex lucrarem em cima de seu velho apartamento. Mas Locraine escolhe fazer um filme apenas fofo – muito devido ao carisma da dupla de atores.
 
O terrorista na vizinhança é um problema para a venda do apartamento, que acaba espantando os possíveis compradores, fazendo o casal repensar suas decisões. O entra-e-sai de visitantes é uma desculpa (um tanto esfarrapada) para a exploração da fauna novaiorquina, com tipos estranhos e outros nem tanto. Mas ninguém permanece em cena tempo suficiente para deixar uma impressão mais profunda.
 
O que fica são as presenças de Diane e Freeman fazendo (muito bem feito) variações de tipos que já interpretaram diversas vezes. Ele é o homem idoso e sábio, que com fala baixa e pausada transmite seus ensinamentos. Ela, por sua vez, é a mulher pragmática, cheia de energia e sagacidade para lidar com pessoas e resolver problemas.

Alysson Oliveira


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